sexta-feira, 24 de novembro de 2017

VACAS - [Nem toda mulher quer ser princesa]

Por: Débora Farias. 




“Não se desculpe por ser quem você é e não aceite a merda dos outros. Não seja vítima. O feminismo não precisa que você se posicione. Conquiste o que você quer. Siga em frente e conquiste o que você quer.”

Toda mulher que existe na face da Terra já foi estereotipada de alguma forma e é sobre esse julgamento que o livro Vacas vai falar, e eu preciso admitir nunca estive tão animada pra ler e ver isso!

Vacas conta a história de três mulheres extremamente diferentes e ao mesmo tempo extremamente parecidas. Neste livro conheceremos de forma paralela as histórias de Tara, Cam e Stella.

Tara é uma mulher esclarecida consigo mesma. Aos 42 anos, ela é mãe solteira e trabalha como produtora de documentários para televisão em uma empresa machista, onde ela como a única mulher do local luta diariamente para conquistar seu espaço. Por inúmeras vezes Tara sofre com a discriminação de seus colegas HOMENS por ser quem é e por criar uma filha sozinha e principalmente por ser a mais competente do local.

Cam é uma blogueira de 36 anos, muito bem resolvida e sem medo de dizer o que pensa e o que defende. Nossa menina é Feminista #GirlPower. Independente e resolvida sobre o que fazer de sua vida, Cam se vê inúmeras vezes julgada e medida por seus leitores. Mas o que realmente a incomoda são os julgamentos de quem é próximo a ela.

Stella é uma mulher que vive sua vida sob uma sentença. Após perder a mãe e a sua irmã gêmea para o câncer. Stella vive a vida baseada em uma meta: ser mãe antes que seja tarde demais. Logo de cara quando você lê quem é a Stella pensa: Por que ela não faz uma inseminação artificial e fim? Eu te respondo que todo mundo tem direito de sonhar com seu próprio conto de fadas. Lidando com uma depressão latente, com medo do futuro e da solidão, essa é a vida dela.

A pergunta que não quer calar é: COMO AS VIDAS DESSAS TRÊS MULHERES SE MISTURAM?

Um encontro casual bem quente, uma decisão sem pensar nas consequências ou riscos, uma exposição midiática exploratória, uma violação do direito de ser mulher e a famosa "a união faz a força".

Vacas vai bem mais além do que lutar por seu espaço no trabalho ou ser aceito por sua família. A autora escreveu com todo poder e força sobre temas intensos como: câncer, aborto, depressão, machismo, tradicionalismo familiar e sobre a violação e exploração do direito de imagem.  Esse livro vai além da discussão sobre o estereótipo definido por alguns sobre o que é ser mulher e sobre suas obrigações por ter nascido mulher. Vacas defende que quem define como uma mulher deve ser e o que ela deve acreditar é elas mesma. Sabe aquela frase linda: MEU CORPO, MINHAS REGRAS. Então Vacas é assim.

Céus! Que livro incrível! Dawn O'Porter obrigada por escrever um livro tão real! Mulheres sejam feministas ou tradicionais LEIAM ESSE LIVRO!! E lembrem-se : NÃO SEJA UMA MARIA VAI COM AS OUTRAS!

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Clássico de Quinta: Dom Casmurro

Por: Cláudio Jr. 




Machado de Assis é um excelente escritor, tenho total admiração por todos os seus escritos, principalmente pelo fato de ter uma imensa paixão por poesias e achar que cada personagem por menor que seja, tem uma força e um tom poético que me encanta. Dom casmurro foi escrito em 1899, em primeira pessoa, onde Bento Santiago, o Bentinho, faz um resumo da história de sua vida.

Iniciamos a trama com uma cena engraçada onde sua mãe, Dona Glória, está em um debate sobre uma promessa que fez no nascimento do filho. “Graças” à promessa Bentinho se vê obrigado a ir ao convento, porém ele se livra de ser um futuro padre e consegue se casar com sua amada Capitu, por quem se encantara.

Para esquentar o enredo, é mostrado seu período no convento, onde Bentinho ganha um amigo, o Escobar. E devido a sua grande amizade com o amigo, ele acaba homenageando-o dando o primeiro nome de Escobar a seu filho. Porém conforme o menino vai crescendo, Bentinho percebe que o filho não tinha apenas o nome do amigo, como também sua fisionomia e então surge a desconfiança da fidelidade de Capitu.

Essa obra é perfeita para analisarmos o lado realista de Machado de Assis, sem aquele peso romântico de outros clássicos, além de mostrar as facetas da personalidade de cada personagem. Com a suposta traição que não pode ser confirmada, nos faz entrar na trama e pensar em um final: Será que ele realmente foi traído? Será que ele era apenas um marido ciumento e doentio?

Essa e outras dúvidas fazem com que o leitor fique a vontade para definir o que seu raciocínio lhe disser. Posso dizer que é um clássico que vale a pena estar em sua estante!

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Raptada por um Conde

Por: Ingrid Moreira

“Pelo menos de uma coisa podemos ter certeza- disse Heather-, não há razão para procurarmos Angélica se ela não quer ser encontrada.”
Chegamos ao terceiro livro da série Irmãs Cynster’s da autora Stephanie Laurens. E como eu já falei nas resenhas anteriores: Conquistada por um visconde e Salva por um cavalheiro, o enredo de ambos é totalmente fora do padrão, mas tenho que admitir que no terceiro livro da trilogia Stephanie conseguiu deixar a história mais insana com todas as loucuras e cenários, além do já conhecidos.
Mas vamos à história...
Angélica Cynster é a caçula  mais teimosa e obstinada das três irmãs, ela vai à caça de seu futuro marido nos bailes da temporada. Depois dos acontecimentos do livro anterior, a família fica relaxada crendo que o misterioso “vilão” estava morto, então ninguém precisava se preocupar em ficar de olho em Angélica. Durante o baile ela se depara com um misterioso nobre e determina que ele será seu herói, sem ao menos conhecê-lo.
Ao ser apresentada e depois de uma conversa em um lugar inapropriado – sim, porque ela é atrevida – Angélica acaba sendo sequestrada por seu dito herói! MAS GENTE, COMO ASSIM O CARA MUDOU DE LADO?
Durante os primeiros capítulos do livro, Angélica acaba descobrindo que seu sequestrador é o misterioso “vilão” que tentara raptar suas irmãs. Ela não só descobre isso como também o motivo obscuro e surreal por trás dos sequestros bizarros. E após uma explicação  detalhada, surge uma proposta um tanto estranha para Angélica: O sequestrador precisa de sua ajuda para realizar uma tarefa nada fácil e que implica em salvar todo um clã na Escócia. E é claro que nossa garota decide embarcar nessa aventura.
Raptada por um Conde, revela tudo que estava nas entrelinhas dos livros anteriores e mostra como o papel de vilão pode mudar de acordo com cada cenário.
Posso dizer que esse enredo foi o que teve mais agitação e aventura, embora acredite que meu favorito continua sendo o segundo. O legal é que você vibra por todos os personagens, e surta ao ver os protagonistas entrarem em confronto por possuírem personalidades fortes e serem controladores.
Durante as páginas vamos entendendo um pouco mais do porquê o sequestrador, Conde de Glenerae, fez tudo isso nos livros anteriores e o porque de raptar logo uma Cynster – algo que eu nem conseguiria imaginar o motivo.
Em contraste temos a família da moça tentando desvendar o desaparecimento dela, e percebemos como os homens dessa família podem ser determinados a caçar sua prole não importando onde estejam... Sério, adorei a cena que todos eles aparecem juntos e dão de cara com Angélica!
Encerramos essa trilogia com cenas surpreendentes e cheia de revelações, além de um epílogo maravilhoso onde teremos a presença das três irmãs. Resumindo, coloque essa trilogia na sua lista de livros já! Hahahahah

domingo, 19 de novembro de 2017

Domingão Nerd: TOP 3 mortes mais tristes dos animes

Por: Rodrigo Silva (Digão) 



E ai meus queridos, tudo tranks? Vamos começar hoje com mais um Top do Domingão, e esse não é muito alegre não, mas como mortes também podem ser épicas, aqui vai o meu TOP 3 Mortes mais tristes dos animes pra vocês.

1º Pra começar essa lista vou falar sobre One Piece. Imagine ver seu irmão sendo preso e preparado para a execução, é isso que aconteceu com Luffy e Ace. Ace é capturado por Barba negra um antigo subordinado dele e levado a Impel Down e quando Luffy descobre vai correndo pra Impel Down para resgatar seu irmão e acaba começando uma guerra entre piratas e a marinha (mas Luffy tá nem aí pra guerra ele só quer seu irmão) e mesmo estando destruído físicamente ele continua correndo no meio da Guerra para salvar seu irmão e ele consegue em um ato herói (daí vc pensa agora é só fugir) mas no momento em que Luffy está fugindo com seu irmão um almirante da marinha chamado Akainu chega e atravessa o peito de Ace.

2º Após uma emocionante conversa com Tsunade a Hokage da época Jiraya consegue se infiltrar na vila oculta da chuva e assim começa sua missão.ele consegue algumas informações valiosas sobre Pain uma delas é que a chuva, que sempre caí é um jutsu do líder da Akatsuki, e que esse justsu ele pode rastrear qualquer, um que invadir a vila da chuva. Então Jiraya já sabendo que tinha sido descoberto vai atrás de Pain, ao encontrar ele tenta conversar ao máximo com seu antigo aluno , mas a luta é inevitável ... Jiraya usa todo seu arsenal de jutsus e consegue causar algum dano mas 6x1 fica meio impossível de vencer e com sua garganta destruída e se vê obrigado a colocar uma mensagem escrita com seu chakara nas costa do sapo chefe uma mensagem em código. Logo após um lindo sorriso Jiraya diz a frase que arrancou lágrimas de todos nós “Nada mau... Nada mau afinal... Agora... Está na hora de abaixar, a minha caneta... Ah, é mesmo! Que nome devo dar á sequência? Vamos ver... ''O conto de Uzumaki Naruto''!Sim... Soa muito bem...”

3º Kuririn de Dragonball teve uma de suas mortes mas triste quando o repugnante do freeza levita nossa carequinha e mesmo gritando Freeza não perdoa e acaba explodindo ele no ar.  Goku vendo essa cena furiosamente se transforma em super Saiyajin pela primeira vez, fazendo essa cena épica duas vezes. 

Então galera, por hoje é isso espero que tenham gostado e espero vocês no proxímo Domingão Nerd.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Quando tudo faz sentido

Por: Camila Santos 



“Liz levara dezesseis anos pra entender que olho por olho deixa o mundo inteiro cego.”

A gente está bem acostumada a ler histórias em que a(o) protagonista(o) é mais uma pessoa que sofre de todos os jeitos que a vida pode fazer com quem alguém sofra. Mas e quando o personagem principal do livro é justamente aquele que deveria ser apenas o vilão?

Quando tudo faz sentido, conta a história de Liz Emerson – mas se quiserem podem chamá-la de Regina George também – uma garota popular e cruel no estilo que já conhecemos, mas algo nela vai, além disso. Liz não parece estar satisfeita em machucar as pessoas que são distantes dela, os nerds, excluidos, bolsistas, etc.. Ela também se sente no direito de ferir as pessoas que estão perto dela, como suas amigas.

Mas até ai, você deve estar preparado pra talvez odiar a personagem, certo? Só que você estaria disposto a conhecer os motivos por trás de todo o comportamento destrutivo? Estaria disposto a ter compaixão por ela?

Liz cresceu tendo uma infância feliz e completamente normal até o dia em que o pai dela morre. Depois dessa perda a vida dela passa a ser uma poço de solidão e tristeza.

A mãe, pra conseguir lidar com a morte do marido começa a trabalhar sempre mais e a deixa-la sozinha. As amigas, que também tem seus próprios problemas e nenhum deles é simples, parecem não se importar com o que se passa na cabeça dela. E a única forma que a menina encontra de chamar a atenção pra si é fazendo mal as outras pessoas. Ela sabe que isso não é certo, e por conta disso ela decide que no dia do aniversário da morte de seu pai, vai ser também o último dia da sua vida.

O livro acontece em períodos antes e depois do acidente, e sendo narrado em terceira pessoa – o que eu achei uma ideia incrível da autora – consegue nos deixar envolvidos na história e curioso pra saber quem é o tal narrador misterioso.

Esse é um livro delicado e ao mesmo tempo muito forte, trata de temas como: bullying, suicídio, depressão, drogas, aborto na adolescência. E nenhum desses assuntos é fácil de falar, não é? Porém Amy soube escrever sobre cada um deles de forma marcante e linda. Eu pude ter tantos sentimentos pela Liz que realmente me surpreendi com isso.


Enfim gente, só leiam esse livro!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Clássico de Quinta: Macunaíma, O herói sem nenhum caráter

Por: Cláudio Jr. e Ingrid Moreira



“No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói da nossa gente….”
Nosso Clássico de quinta irá  falar de uma obra que gosto muito, Macunaíma é o segundo livro de Mário de Andrade que não foi apenas autor, mas um dos pioneiros da poesia moderna com seu livro Paulicéia.
Você conhece todas as características de um herói, né? Alto, bonito, gentil, forte, com bom caráter, responsável…. então nosso personagem principal é totalmente oposto disso, até temos dúvidas se ele realmente se encaixaria como um herói nos padrões que conhecemos…
Mas é justamente o que Mário propôs nesse livro, algo fora dos padrões, onde a realidade se mistura ao folclore e a cultura nacional, temos uma critica as regras da época amostrando um personagem preguiçoso, feio, e um completo galinha, que vive em busca do prazer!
A história inicialmente se passa às margens de um rio imaginário chamado Uraricoera. Lá Macunaíma vive com sua mãe e irmãos, mas após sua mãe morrer eles decidem sair e conhecer o mundo. E no caminho nosso protagonista acaba conhecendo uma mulher e a tornando sua esposa, mas devido alguns infortúnios ela também acaba morrendo, porém não sem antes entregar a ele uma pedra especial chamada muiraquitã, mas ele não poderia imaginar que o gigante Venceslau Pietro Pietra tomasse o amuleto e fugisse para São Paulo.
Agora Macunaíma e seus irmão terão que bancar heróis para resgatar a pedra, mas antes veremos todas as aventuras que eles terão pela frente. Aqui vemos a passagem do interior para a urbanização e como a realidade pode mudar nesses dois ambientes.
Um herói totalmente malandro, o famoso  "camaleão", que com sua lábia  consegue se adaptar em cada canto para se aproveitar dos outros e fazer apenas a própria vontade. Dono de uma personalidade duvidosa, opiniões sempre contraditórias,  ele é um excelente personagem para estudarmos o modernismo, que tinha como objetivo chocar a elite. Um enredo alucinante e fora do comum faz dessa obra indispensável para qualquer leitor que busca mais da literatura nacional.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Toda luz que não podemos ver

Por: Ingrid Moreira


Como falar de um livro com ficção histórica sem me apaixonar? *-* 

Já ouviu falar sobre os dois lados da moeda? Então aqui você encontrará isso. Normalmente nos livros históricos relacionados à segunda guerra mundial, sempre temos os alemães, como aqueles monstros sanguinários que se achavam superiores e blablabla... E do outro lado os pobres e inocentes franceses, judeus, comunistas, e por ai vai. Porém nesta obra encontraremos uma parte do povo alemão que também teve que engolir sapos, e támbém aquele que não tinha o que fazer a não ser seguir ordens.

Toda luz que não podemos ver, é centrada basicamente em dois personagens: uma francesa e um alemão. E como o caminho deles se cruzam enquanto tentam sobreviver à segunda guerra mundial. 

Se você está pensando num romance, então espere sentado, pois aqui você encontrará uma história sobre a guerra e o que motiva cada personagem a se manter em sua luta.

Marie-Laure  é uma menina doce e forte que não se deixa vencer por uma mera dificuldade, e mesmo sendo cega ela não deixa que sua deficiência tire sua independência e a impeça de levar a vida de modo tranquilo ao lado de seu pai - o chaveiro do museu de história natural de Paris. Mas quando os nazistas ocupam o lugar, ambos acabam tendo que fugir para Saint-Malo.

Werner Pfennig é um jovem órfão que tem a curiosidade aguçada desde criança, e ao concertar um rádio que encontrara no lixo, ele passa a ser conhecido e convocado por seus vizinhos para concertar seus aparelhos. O que ele não poderia imaginar que “graças” a esse talento fosse parar em lugares tão distantes de sua cidadezinha na Alemanha chamada Zollverein. 

Duas vidas transformadas por uma guerra.

Dois lados, duas nações, um sentimento... Descobrir o mundo.

Enquanto Marie-Laure vive com seu tio-avô numa cidade do interior, tentando se manter longe da guerra, Werner é convocado pelo governo para usar suas habilidades e conhecimentos adquiridos na escola militar, para desativar as escutas e rádios clandestinas na França. 

Em cada página somos apresentados há uma época que jamais esqueceremos... Guerras, sangue, morte... vidas inocentes desperdiçadas por questões políticas, pensamentos e atitudes horrendas de homens que estão no alto cargo e veem seus soldados como meros peões em um jogo de xadrez. 

Com uma escrita rica e complexa cheia de preciosidades Anthony Doerr nos faz adentrar nesse mundo histórico e vemos como nacionalidade se torna a coisa menos importante quando Werner se depara com Marie-Laure e precisa tomar uma decisão que pode mudar a vida de ambos e até mesmo influenciar na guerra. 

Se você nunca leu algo nesse estilo, minha pergunta é: O que você está esperando? Conhecer um pouco mais do passado pode nos ajudar a entender nosso presente e melhorar nosso futuro.