quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Conquistada por um Visconde

Por: Ingrid Moreira


Como descrever esse livro em poucas palavras?

Totalmente fora do padrão!!! 

Se você acha que conhece romance de época, caro leitor sinto informa-lo que você está muito enganado. A obra de Stephanie Laurens consegue te deixar insano de tanta curiosidade e completamente perplexo com o enredo diferente de todos os romances de época publicados.

Confesso a vocês que mesmo sendo eclética literária, acho a abordagem da autora fora do comum, mas fique tranquilo leitor isso é um ponto positivo. E você vai se surpreender no decorrer da leitura. ACREDITE!

No primeiro livro da trilogia das Irmãs Cynster, somos apresentados a Heather Cynster uma jovem que está perto da idade de ser considerada “solteirona” e se vê encurralada perante a sociedade, por isso vai à caça nos lugares que tecnicamente uma dama não deveria comparecer em busca de um marido.

Heather é uma mulher espirituosa, teimosa e extremamente orgulhosa, tem em seu caminho o possessivo e também orgulhoso, Visconde Breckenridge, um homem que ela considera seu “arqui- inimigo” desde o dia em que o conhecera, mas que faz todas as mulheres de Londres se derreterem por sua beleza e elegância.

O que podemos considerar como padrão nessa história?
Os corpetes e o baile no início do enredo.

OK, Mas e o resto? Não tem mais nada de comum?
Como eu havia informado antes, ele é totalmente fora do comum. No decorrer do enredo, somos jogados a uma aventura inusitada para o século XIX, onde temos como cenário um sequestro totalmente estranho, com um “vilão” que até agora não sei quem é e algo me diz que seremos torturados pela autora até o fim da trilogia.

Ao longo da história com os personagens mais teimosos do século XIX se veem obrigados a trabalhar e aceitar – com muita relutância – as decisões e atitudes um do outro para descobrir o mistério que rodeia esse sequestro. As perguntas que ficam na cabeça do leitor durante boa parte da leitura são: Porque sequestra-la? Quem é o mandante? E porque esse sequestro possui sequestradores tão preocupados com sua saúde e segurança? E para onde estariam levando-a?  

Nesse meio tempo nos aprofundamos na história dos personagens, de modo que, ora temos vontade de estrangula-los por serem tão idiotas e petulantes, e ao mesmo tempo sentimos vontade de agarra-los por serem tão fofos...

Dois temas abordados me chamaram atenção, primeiro sobre a família, mostrando o que somos capazes de fazer para proteger quem amamos e que podemos avaliar o caráter de alguém por esse fator. Em segundo amei a presença do feminismo e como o Visconde mesmo com sua revolta interior, ouvia e aceitava as decisões de Heather. A escritora nos mostra que uma mulher pode ser muito mais que um rostinho bonito dentro de uma sociedade.

Agora teremos que aguardar o próximo livro, para vermos o que mais Stephanie pode nos surpreender com uma escrita nova e totalmente fora dos padrões – que provavelmente será o toque criativo dela nos enredos – e descobrir quem é esse homem misterioso que ordenou o sequestro, o porque fez isso e se realmente ele é o vilão da história. 

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