terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Príncipe dos Canalhas

Por: Ingrid Moreira

Primeira coisa: O QUE É ESSA CAPA? TÁ LINDA DEMAIS!

Devorando as páginas percebi que foi impossível não se apaixonar pelos personagens, e como sempre AMEI A PRESENÇA DO FEMINISMO!!

Na maioria dos livros com esse estilo literário, contamos com escritores que criam personagens de certa forma, mais independentes e espirituosos, características que eram repudiadas na época.

Como todo bom romance de época, o escritor consegue nos transportar ao passado com bailes cheios de vida, vestidos esvoaçantes, moças inocentes e “cavalheiros” libertinos – acompanhado de nossa amada e ao mesmo tempo odiada aristocracia, com suas regras e títulos que nos deixam confusos, somado a todas as coisas que nos encantam.

Quem nunca leu esse estilo literário, minha dica é: comece já! Vale muito a pena! Eles conseguem te deixar com o coração na mão, te irritar por um personagem não tomar certas atitudes, dar aqueles gritinhos pelas cenas fofas e ainda consegue fazer você se derreter com as declarações de nossos adorados canalhas.

Nossa heroína é Jessica Trent, uma mulher forte, inteligente e destemida, que não se abalada com as regras que a sociedade determina. Com seu jeito peculiar, ela mostra ao leitor como uma mulher pode ser doce e autossuficiente.

No decorrer da história encontramos cenas que nos fazem dar altas gargalhadas, lidamos com a presença do feminismo numa sociedade altamente rígida e machista, onde com apenas um toque ou uma suposta cena pode arruinar a vida de uma mulher e de sua família. E como toda boa família sempre tem um “abençoado” que nos faz entrar em confusões e momentos pavorosos e cômicos.

Graças a seu “inteligente” irmão, Jessica tem o desprazer de conhecer Lorde Dain, um homem com olhos penetrantes e felinos, o canalha mais famoso de Paris, que usa de seu poder para se livrar das regras sociais. Mas o que te deixa com uma pulga atrás da orelha é o porquê desse Marquês ser um homem tão sombrio...

Com graça e tenacidade, Loretta Chase constrói uma narrativa cheia de intrigas familiares, segredos um tanto obscuros, cenários cheios de brilho e canalhismo, com aquela pitada de sarcasmo que adoramos.

Laços são estranhos de serem construídos, existe o sanguíneo e aquele que surge inexplicavelmente com pessoas que talvez não tenham nada a ver com você. Encontramos de modo sutil a presença do amor e cuidado pela família, que apesar de todos os defeitos, você não quer abandoná-la e sim protegê-la.

Essa obra nos remete que o amor pode surgir nas pessoas mais improváveis, mostrando como o medo e rancor pode destruir uma pessoa, e que por mais que estejamos rodeados de infortúnios, não podemos levar a vida sem olhar para cima e para frente, se não poderemos perder um céu deslumbrante, cheio de oportunidades e que ao lado das pessoas certas você pode ser tornar um alguém melhor.

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