sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Flores Partidas

Por: Débora Farias

Assassinatos, vídeos assustadores e uma família sobrevivente.

Posso dizer que ler esse livro foi uma experiência incrível para mim. Afinal, eu não costumo ler trillher ou terror, porém quando eu o recebi de presente de uma amiga, a minha reação ao ver a capa foi: SENHOOR QUE CAPA LINDA! E a cada vez que a olhava mais eu me perguntava: Porque uma capa tão triste? Porque a rosa sangra? E porque a ilusão de papel molhado na capa?

E essas perguntas me rondavam o tempo todo, até que eu não aguentei e corri para me aventurar nesse estilo que para mim é tão diferente. Tenho que parabenizar a Harper Collins Brasil por essa capa maravilhosa e por toda a diagramação com as ilustrações no livro. E parabenizo ainda mais por terem tido o cuidado com essa capa de forma que o leitor começasse a se questionar sobre a história, e quando de fato a buscava para ler, descobria o porquê da construção dessa capa.

A obra de Karin Slaughter conta a história de uma família padrão: um pai, uma mãe e três filhas, mas o previsível acaba quando a filha mais velha (Julia) desaparece misteriosamente. A nossa família modelo acabou nesse momento, e se tornou uma família lutando para sobreviver da forma que se é possível, com menos uma filha e sem uma irmã.

E assim conhecemos Sam, um pai amável e atencioso, se tornar uma espécie de investigador, e ao mesmo tempo, um homem desamparado que escreve cartas para filha, sonhando com o dia que ela as leria. E uma mãe doce como Helen, se tomar uma mulher desesperançosa e com tendências a beber até dormir. E no fim dessa loucura temos Lydia, que se envolve com drogas para esquecer tudo e Claire que decide se tornar invisível.

O que restou dessa família, se dissolveu por completo quando Lydia acusa seu cunhado de tentativa de estupro, e Claire não acreditando, acaba causando uma ruptura na família. Quase 20 anos se passam até um reencontro entre as irmãs, e o motivo do reencontro é o mais improvável, o assassinato de Paul, o pivô dessa separação.

Com um começo lento e detalhista, Karin nos convida a adentrar nessa história, com o decorrer das páginas nos tornamos parte dessa trama envolvente e perigosa, a autora não só consegue, de certa forma, nos transportar para o cenário como nos envolver, de modo que, precisamos saber o que vai acontecer a seguir.

Se eu vou ler mais desse estilo?
ÓBVIO…  

Amei esse suspense que me deixou louca, amei o fato de ter que pensar mil vezes em quem seriam os suspeitos, voltar atrás em algumas ideias e depois mudar novamente por surgir tantos fatos novos. E o principal, adoreeei a rasteira que o livro me deu, fiquei tipo: OI?

Se eu tive medinho de entrar na cabeça desse povo?
SIM MUITO. Mas foi INCRÍVEL!!!!

Ver o lado obscuro de um mundo em que você ouve falar, mas não tem aquela percepção e conhecimento, faz o leitor ficar alucinado com tanto mistério.



Se eu indico essa história? Sim, CLARO, COM CERTEZA!!

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