Páginas

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O Espião Inglês

Por: Ingrid Moreira


Já tentou montar aquele quebra cabeça com centenas de peças, e ficar horas olhando para cada uma delas tentando encontrar os encaixes? E quando você finalmente consegue juntar as partes fica extasiado por ter conseguido encontrá-las?

Então você irá encontrar essa mesma sensação neste livro. Uma literatura de espionagem com diversos fios e conexões do submundo dos espiões de diversos países, tendo como cenário algumas histórias e acordos de guerras – que particularmente deixou o livro muito melhor!!!

NOTA BÁSICA: Não quer dizer que os personagens existem, tá gente kkk. O autor só usa alguns fatos originais, como o acordo da sexta-feira santa, para dar mais vida à obra.

PAUSA PARA FALAR DA CAPA HAHAHAH Quando peguei no livro achei que estava vendo o próximo cartaz de 007.... Pensei: CARA VOU ENCONTRAR UM JAMES BOND AQUI!

Sério a Harper Collins conseguiu dar aquele gostinho de quando você entra no cinema e vê os cartazes dos próximos filmes que vai estrear e gruda os olhos em um e pensa: Preciso estar sentado na pré-estreia para ver essa história!!!

O espião inglês é o novo livro da série do famoso espião Gabriel Allon, um homem que conhece todos os “paranauês” e ainda é um restaurador de obras de arte – maior vida loka hahaha – mas não se preocupe, se você não leu os outros livros, embora ele faça algumas referências à outra história é possível dar continuidade na leitura tranquilamente.

O chefe do departamento do MI6, Graham Seymour, terá em suas mãos o caso mais problemático de todos: desvendar o culpado pelo assassinato da ex-princesinha da Inglaterra – um ícone da família real – e Gabriel (o carinha mencionado acima) é o único espião capaz de deter o melhor especialista de explosivos: Eamon Quinn...

E para ajudá-lo a localizar esse “fantasma” (porque o cara consegue sumir do mapa), ele irá precisar do único homem que pode encontrar os rastros deixados por Quinn. Mas nesse bolo doido, teremos um porém.... Tecnicamente esse amigo estava “morto”, só que para caçar o maior serial killer de todos os tempos, Christopher Keller terá que voltar à ativa... 

"Seu verniz sujo tinha sido removido, sua tela tinha sido realinhada e retocada. Ele não era mais o assassino inglês. Logo seria o espião inglês."

O mais louco da narrativa é que quando você acha que chegou a outra ponta do fio, surge mais fatos e o jogo muda, fazendo aparecer novas histórias. Pense em um tabuleiro de xadrez onde um jogo pode mudar a qualquer momento, e você fica roendo as unhas para saber quem dará o xeque mate. Um trecho na contra capa diz que essa história é como um jogo de gato e rato, sendo que a questão é... quem será o rato nesse livro? e quem disse que só o gato pode caçar? 

“...Locais de glória, ele pensou. Locais de morte.  Essa noite, ele escreveria mais um capítulo na lenda.”

O começo da história é bem descritivo, o autor vai te apresentando os personagens, o cenário de caos no qual os espiões irão trabalhar e deter os culpados, e todas as influências e segredos que deixariam qualquer mortal insano, mas não para por aí, quando começar o jogo você não irá mais soltar o livro até descobrir todos os segredos e esquemas criados por Daniel Silva.  

Normalmente quando temos trechos de guerra nos livros, os temas mais utilizados são sobre as guerras mundiais, guerra civil e afins. Nesse thriller temos um pouquinho dos conflitos da Irlanda do Norte, algo que muitos só conhecem superficialmente. Temos o forte lado político, com suas oposições, conspirações, traições, passados obscuros, investigações, e os segredos de estado que podem fazer uma balança pender para a guerra ou para um momento de “paz”.

Tem histórias que os personagens são no preto ou branco, bom ou mau. Aqui você terá um arco íris, mesmo que um personagem aparentemente seja “bonzinho” ele já teve seu lado negro, sua manchinha de sujeira, e isso torna a leitura mais real.

Esse livro não é daqueles que você pode ler correndo, se o leitor não for atento e pegar os ganchos irá se perder na história. Mas quando começa a rolar a perseguição, e se inicia o jogo da caça e do caçador, é meio que impossível você não ficar hipnotizado pela narrativa. 

Um comentário: