domingo, 15 de janeiro de 2017

A Seleção

Por: Ingrid Moreira 




Para aqueles que não conheceram a trilogia A Seleção, eu digo: leiam! Principalmente se você ama um romance, gosta de dar risada e ver aqueles personagens que te deixam extasiado e alguns que podem te deixar com tanta raiva que você vai sair por aí xingando o livro, (já fiz isso em público hahah) posso garantir que você não irá se arrepender.

Mas vamos ao que interessa...

A história é situada em Illéia, um país que tem um regime monárquico, onde encontramos uma sociedade divida por castas, mais especificamente oito, onde cada casta tem "seu lugar no mundo" e as pessoas são obrigadas a seguir profissão e estilo de vida de acordo com esta classificação, o problema é, quanto mais alto o número da casta, mais dificuldades você passa.

No primeiro livro conhecemos América, uma jovem de 17 anos que pertence a casta número cinco, sua família é composta por artistas que levam uma vida simples, só que como todo regime tem suas regras, em Illéia temos desde as normas comuns da monarquia até coisas bizarras como a famosa e complicada seleção, que nada mais é, do que garotas selecionadas de diversos lugares do País para participarem de uma competição, onde o prêmio é a coroa - ou melhor o Príncipe! - Já que de acordo com a lei os príncipes participam da seleção para escolher sua futura esposa, enquanto as princesas se casam com príncipes de outros países.

Quando todas as meninas recebem a ficha para inscrição, o burburinho que corre pelas ruas da cidade é que todas têm uma chance de mudar de vida, menos é claro, América que só quer ser feliz ao lado do homem que ama. Aspen é um jovem da casta seis que América tem um relacionamento. Porém devido a uma série de conflitos e discussões, América é obrigada a fazer sua ficha e quando menos espera... seu nome sai para a seleção.

Aqui é onde começam os tiros, porradas e bombas... E onde somos apresentados a vários outros personagens cativantes e divertidos. Nos três livros temos a presença de uma jovem indecisa quanto aos seus sentimentos e futuro, sua rebeldia e determinação em fazer algo novo e melhor na vida das pessoas que ela ama. Encontramos também um jovem príncipe que tem medo de se expressar, tão acanhado que se vê pressionado ao tomar uma decisão que seguirá para o resto de sua vida, carregando o peso das responsabilidades de um reinado, com uma sociedade em crise.

Com todo esse caos, intriga e momentos que te fazem rir, essa história nos faz pensar sobre como é importante avaliar todas as nossas decisões, como nós podemos sim, melhorar um cenário, por pior que ele possa parecer e que às vezes precisamos sacrificar certas coisas, até mesmo a nossa vontade, para algo maior e melhor do que esperávamos. 

Kiera trouxe uma mistura de jogos vorazes com concurso de Miss, para nos mostrar que uma mulher usando um longo pode muito bem fazer um furacão num país.

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