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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Sing: uma canção sobre o amor


Por: Débora Farias


Sabe aquele livro que você achou a capa fofa, mas  quando leu a contracapa sentiu que estava vendo mais do mesmo? Então, basicamente foi isso que aconteceu comigo quando peguei Sing nas mãos a primeira vez.

O mais engraçado é que toda vez que eu olhava para capa eu via Taylor Swift naquele clipe dela We Are Never Ever Getting Back Together, onde ela passa o clipe todo com o cabelo preso e de batom vermelho. Bizarro né? Desculpem pessoas, eu não sou muito normal quando o assunto é musica e literatura hahahah. Mas vamos à história, porque é isso que interessa certo?

A história de Sing, logo de cara parece mais um chick-lit da vida sabe? A protagonista é Lily Ross, uma cantora que tem a vida perfeita, um relacionamento perfeito com um gatinho famoso, sua carreira é bombada, e ela está para iniciar a turnê de seu novo disco “Pra sempre” com várias canções inspiradas no carinha. Mas como a vida é uma parada bizarra, ela leva o fora do cara faltando pouco mais de 3 meses para o inicio da turnê. 

Frustrada e até um pouco deprimida, Lily embarca numa viagem com suas melhores amigas – que eu amo por sinal – para uma ilha linda e longe de todos os holofotes, para refletir sobre sua vida e carreira. Mas como é padrão e MANO TEM QUE TER Lily encontra um filho de poiseidon por lá – Apelidei mesmo me julguem HAHAH – e nosso boy magia é nada mais nada menos que Noel, um cara mega fofo, lindo de morrer, e que tem os dois pés bem fincados no chão.

Até ai mega clichê né? MAS AI É QUE A PARADA MUDA IRMÃAAO! 

Vivi Greene nos envolve de forma sutil a real temática de todo o enredo desse livro:  autoconhecimento, escolhas, amor e a vida em si.

OK, Débora. Mas de que forma?

O enredo todo nos mostra uma jovem sendo jovem, uma menina se descobrindo como pessoa, onde são as suas escolhas que vão definir quem ela é e que caminho quer seguir.

Esse livro não é só mais um romance comum, ele nos mostra que, as vezes precisamos regredir para nos redescobrirmos, mas não voltarmos para analisarmos como as outras pessoas nos veem, mas sim como você mesmo se enxerga.

Outro ponto alto para mim nesse livro foram os questionamentos da protagonista. Eram coisas como: Se apaixonar é lindo, é maravilhoso, mas quem disse que é tudo? Cantar é um sonho, mas isso vale a minha felicidade?

São esses questionamentos que te fazem refletir, não apenas como a Lily – afinal é um livro em primeira pessoa – mas te faz pensar em si mesmo, em como algumas decisões foram tomadas para a felicidade e bem alheio, mas e o seu onde fica? Não estou falando em se tornar uma pessoa egoísta, mas em se tornar uma pessoa melhor. Lily te mostra que é possível adequar-se a novos sonhos, voltar aos antigos, e lembra-se de que você é uma peça fundamental da sua história.  

2 comentários:

  1. Oi Débora, tudo bom?
    Quando vi esse livro a primeira vez, só consegui pensar que a capa se parecia muito com a minha, de "Com outros olhos". O conceito é o mesmo, rs. Acho que a grande diferença é que a minha protagonista é cega e isso justifica os olhos não estarem presentes, haha. Sua resenha, contudo, me deixou curiosa para conhecer a história! Adoro livros que trazem muitas reflexões!

    Thati Machado;Aliança de Blogueiros RJ!
    http://nemteconto.org

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