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sexta-feira, 31 de março de 2017

A Torre

Por Ingrid Moreira



“Se está lendo isso significa que conseguiu sobreviver a várias ameaças diretas, mas ainda está em perigo. Só por você ser eu, não significa que esta a salvo. Junto desse corpo, você herdou certos problemas e responsabilidades. Vá encontrar um local seguro e então abra a segunda carta. Atenciosamente, Eu. “

Já jogou xadrez? Se sim, que bom, pois você entenderá como funciona esse jogo, ou melhor, livro. Se não, então prepare-se para conhecer a Torre, Myfanwy Thomas, uma mulher que está rodeada de corpos imóveis no chão debaixo de uma chuva torrencial e não faz ideia de quem é ou que está fazendo ali.

Tudo começa quando Thomas descobre que irá perder a memória (isso é explicado bem no começo do livro), e ela fica desesperada em perder todas as informações importantes que adquiriu ao longo dos anos, e o pior é não saber quem fará isso com ela. Com isso ela começa a escrever diversas cartas para seu “Eu” pós-amnésia. E é através dessas cartas que durante o livro, vamos entendo o enredo da história.

Acho que me esqueci de comentar sobre um pequeno detalhe, seu trabalho; que podemos dizer que é a causa da perda de memória! Uma organização, chamada Checquy, criada para trabalhar com o sobrenatural. Sim, isso mesmo que você leu, tem até vampiro na história hahahah – que lida com todos os casos estranhos que ocorrem na sociedade. A hierarquia dessa organização é baseada no Xadrez (agora entendeu porque falei sobre lá em cima? kkk) onde temos os peões, Torres, cavalos, bispos e Lorde e Lady (que seriam o rei e a rainha, mas para não causar confusão com a rainha da Inglaterra os títulos foram troados) que tem suas obrigações e poderes dentro da organização. Sendo que, para conquistar esses títulos as pessoas precisam ter poderes sobrenaturais, e aqueles que são “meros mortais” são chamados de serventes, que só usam roupas na cor roxa para serem identificados! Gente até eu enjoei de roxo depois disso kkk e os coitadinhos são os mais baixos da organização.

Durante a história vamos descobrindo junto com Thomas, quem deseja mata-la e o porquê, e no meio disso tudo, alguns podres e segredos dessa Organização secreta vão sendo revelados fazendo essa história ter seus altos e baixo, fazendo de nossas vidas uma montanha russa de sensações!

Se tratando de um livro de fantasia, eu particularmente adoro histórias desse estilo, e embora no começo eu tenha ficado meio perdida – como se de fato eu fosse a Torre Thomas – ao longo do livro vamos descobrindo o passado e os fatos junto com a personagem principal. Daniel O’ Malley consegue nos prender com sua escrita e fazer com que acabássemos com nossas unhas de tanto corroê-las para saber o que está por vir.

Somos apresentados a uma organização que nem para todos nas ilhas britânicas é conhecida, e as coisas nas quais ela trabalha. Aqui você encontrará de tudo: Humor, aventura, ação, suspense e uma boa dose de sobrenatural, fazendo com que a leitura seja agradável e que você nem perceba quando já esta chegando nas últimas páginas...

Entre o mundo natural e o sobrenatural, com as peças do jogo em postos, iremos descobrir quem dará o xeque mate e como em um corpo podem residir duas pessoas completamente diferentes!!!

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