segunda-feira, 10 de abril de 2017

Amor e amizade

Por: Ingrid Moreira



A pergunta hoje é: quem não conhece ou já ouviu falar dos escritos de Jane Austen? Com uma literatura que se tornou atemporal, Austen influenciou a produção de vários filmes, que acabou gerando o livro Amor e Amizade.

Reescrito pelo cineasta americano Whit Stillman segue um fluxo centrado nos personagens e no seu objetivo: Uma mãe a caça de marido para ela e sua filha. 

Após ficar viúva Lady Susan se vê encurralada frente as dificuldades financeiras e começa uma busca desenfreada por um salvador, que necessita ser RICO. Com isso ela caça desde o solteiro até os casados, um alguém que possa “socorre-la”.

Posso dizer que nossa personagem é daquelas que atiram para “tudo quanto é lado”, para tentar agarrar uma presa com bastante dinheiro. Uma mulher espirituosa e muito ardilosa, com uma língua mordaz, que tem uma “ótima” fama diante da sociedade, percebe a sua situação, e decide visitar seu cunhado Charles, para tentar abafar um pouco do falatório sobre ela.

E é lá que conhecemos nosso querido Reginald DeCourcym. Irmão da esposa de Charles e único herdeiro de uma enorme fortuna, poderia ser um excelente pretendente para a Frederica, já que a pobre menina parece ter ficado de olhinhos brilhantes para ele, porém sua querida mãe acredita que ele será um partido maravilhoso para ela!!! Nessa hora eu meio que morri de rir... como assim uma mãe quer roubar o sonho de consumo da filha hahahah E o pior quer empurrar um SER meio retardado para a menina, com a desculpa de que se é rico está servindo hahahah

O modo como vamos adentrando nas artimanhas de Lady Susan vão nos trazendo de volta ao mundo de Austen. Com aquele toque irônico e com nossas adoradas críticas a sociedade, conhecemos uma personagem oposta à nossa querida Elizabeth ou Elinor, e vemos uma mulher sedutora que parece não ter princípios, fazendo de tudo para conseguir chegar em seu alvo, usando até mesmo de manipulação as pessoas ao seu redor...

Outra observação é que a história é narrada por cartas e contada pelo sobrinho de Lady Susan – Rufus Martin, que faz de tudo para desfazer a imagem da “Rainha do flerte”.

Essa obra tinha sido criada por Austen quando era jovem, e publicada só após sua morte. Então Stillman decidiu contar um pouco mais da história dessa mulher e mostrar um outro lado, com base nas defesas de seu sobrinho para que todos vissem por outro prisma os motivos que nossa personagem teve para fazer todas as suas façanhas.

Adorei o fato de ter sido primeiro o filme para depois o livro, pois pelo menos assim não faremos aquela cena: ISSO NÃO TEM NO LIVRO, ou, CADE AQUELA CENA! Coisas que todo leitor faz (mesmo que você diga que não hahahah) e posso ter certeza que estou louca para ver as cenas que li de Lady Susan.

Sem comentários para o final!!!! Posso dizer que o cara soube representar Austen.

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