quinta-feira, 13 de abril de 2017

Clichê

Por: Camila Santos




“ – Sabe o que pareceu isso? – Sara começou -  Um daqueles romances clichês ruins onde os personagens estão completamente apaixonados, mas ficam batendo a cabeça na parede em vez de ficarem juntos de uma vez.” 

Me digam com sinceridade, quem não gosta de um bom clichê?
Tudo bem que nesse caso não é apenas bom, mas maravilhoso! Mal acabei de ler e já quis começar a escrever a resenha dessa história, que faz jus ao nome de forma tão real que eu posso sem dúvidas ter vivido um romance parecido (ok, não foi com um americano fofo, gostoso, viúvo e podre de rico, mas eu disse parecido, certo?)

Segurei-me para não derreter mais, porque só o que me faltava era o cara ser bom músico também.”
Clichê conta a história de Marina Duarte, uma brasileira que mora em Nova York e vive uma vida bem ruim, trabalho ruim (ela trabalha numa franquia Starbucks), com salário ruim, apartamento ruim - tudo uma merda -  até um dia ela ser demitida desse emprego que apesar de ser uma droga, era o que pagava as contas. Marina é formada em letras e em música, mas não conseguiu muita coisa com seu diploma lá nos Estados Unidos. Depois de uns meses desempregada, Nina - como ela gosta de ser chamada - percebe que precisa de ajuda, e liga pra sua tia Norma, que é a unica pessoa que ela ainda tem da família que pode lhe dar uma luz, e como sempre a tia Norma Maravilha aparece com a solução dos problemas de Nina e um possível emprego. Ela seria babá dos filhos de um milionário dos Hamptons.
Quando chega na mansão para a entrevista ela é recebida por Sara – a cozinheira e melhor pessoa que alguém poderia conhecer – que é quem começa a entrevista, até que o deus da beleza Killian Manning aparece. (Sério gente, esse homem é uma loucura! Ah, aqueles olhos verdes, quase cinza...!) Qualquer uma se apaixonaria de cara por aquele homem assim que a entrevista tivesse acabado, mas esse não é um clichê qualquer certo? Marina é forte, e se recusa a se apaixonar a primeira vista por seu novo chefe. Aham, claro...!
Com pelo menos o período de experiência garantido como babá, Marina vai com Killian buscar as crianças para conhece-las e conhecer a escola onde estudam, e lá ela encontra as duas crianças mais lindas (em todos os sentidos) que EU já vi na minha vida, se todas as crianças do mundo fossem como os pequenos Manning, o mundo estaria salvo com certeza!
As coisas parecem ser perfeitinhas demais se não fosse por um detalhe: Mitchie, a esposa morta de Killian. Michelle, foi o grande amor da vida desse homem e morreu em um acidente de carro a 3 meses, imagine então o estado em que Nina encontra essa família maravilhosa? O pai e os filhos mais lindos do mundo estão muito feridos. Mas aqui eu posso chamar nossa mocinha de heroína com todas as letras, ela realmente salva essas pessoas, e se torna parte importante da vida deles no decorrer da história enquanto se apaixona perdidamente pelo chefe. Sim, o cara por quem ela disse que não iria se apaixonar, haha. Como a vida é irônica não é? Bem que ela tentou.
Vocês já devem ter percebido o quanto eu amei os personagens dessa história não é? Eles são sem duvida a parte mais incrível de tudo, claro não todos, mas assim como muitas vezes na vida, as pessoas ao nosso redor fazem toda a diferença nas situações difíceis... aqui também é assim. Eu me vi sendo Marina, sua forma de agir, pensar e falar diante das situações, me fizeram sentir como se estivesse olhando no espelho, e Killian? Ah, se não for com um homem como ele eu nem me caso! O cara parece que saiu de um dos meus sonhos, gente! (ta bom, provavelmente do sonho de todas nós) Não só os membros da família Manning, mas os outros personagens do livro são incríveis, o que foi um grande ponto positivo, eu queria conviver com todos eles pro resto da vida. Menos a Monica Monstro Manning, mãe de Killian, ela eu quero bem longe.
Uma outra coisa que eu adorei no livro é a forma como a Carol Dias resolveu terminar cada capítulo. Da pra gente amar até a Mitchie! Sim, eu a amo também. Inclusive, Carol, te amo! Haha.
Clichê é um livro leve, com muita música e com uma história de amor apaixonante mais perto da realidade do que a maioria dos romances que estamos acostumadas, com situações que muita gente já passou na vida. Ele fala sobre família, sobre seguir a vida após uma grande perda e principalmente sobre amor. E duvido encontrarmos coisa nessa vida mais clichê que o amor, não é?

Um comentário:

  1. Camila, querida, já te amo também! Obrigada pela resenha!<3

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