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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Temporada dos ossos

Por: Débora Farias



“Às vezes agimos como todas as outras pessoas. De várias maneiras, nós somos como todas as outras pessoas. Estamos em toda parte, em todas as ruas. Vivemos de um jeito que você pode considerar normal, contanto que não olhe com muita atenção.”

Sabe aquela distopia que te deixa mega confusa no começo, porque você obtém um monte de informações em apenas um momento e isso te deixa meio perdida até que no desenrolar das páginas tudo se encaixa perfeitamente bem, e você começa a ficar ávido, a saber, mais e mais e não consegue largar mais a leitura?  É exatamente isso que acontece com você ao ler Temporada dos Ossos.

Escrito em primeira pessoa, somos transportados para o universo futurista de 2059, sob o olhar de Paige Mahoney. Nossa heroína nos apresenta a primeiro momento SciLo, ou como a conhecemos Londres, onde se você possui algum poder considerado “desnatural” (clarividentes) se torna uma ameaça a sociedade. Um ponto que chama atenção na história é que, (não sei se precisa de virgula) é no desenrolar das páginas que identificamos as subdivisões de clarividentes de forma bem mais clara.

E adivinhem quem é desnatural meu povo? Sim! Nossa garota!
Pela subdivisões e divisões, descobrirmos em que classificação Paige se encontra, a de andarília onírica, possuindo o poder de sair de seu corpo e entrar nos planos oníricos das pessoas. Ela pode entrar no corpo alheio, pegaram?

No mundo que Paige vive, é perigoso ser clarividente e alguém com um dom como o dela corre um grande risco de ser pega pelos guardas do governo de Scion. E devido à isso, os clarividentes vivem à margem da sociedade, em zonas governadas por mime-lordes, e é nesse lugar que conheceremos a “família” de Paige e a gangue Sete Selos, comandada por seu mime-lorde Jaxon Hall.

Mesmo com a proteção de sua gangue, nossa heroína ainda se sente muito exposta ao perigo. E durante a narrativa, podemos sentir os anseios de Paige, o medo do seu próprio dom, temendo até onde isso pode leva-la e o que ela pode encontrar pela frente.

E é com esse anseio – e com uma situação de vida ou morte – que Paige é capturada e é levada para Sheol I – conhecida como a cidade de Oxford – a prisão mais distante e a mais difícil de escapar.

E descobrimos junto com nossa mocinha que viver em Scion e lutar contra outras gangues era o menor de seus problemas.  

Sheol I é governada por criaturas de outro mundo – LITERALMENTE – os Rephains, governados pela líder Nashira. Basicamente funciona assim, os desnaturais que são capturados passam por uma seleção, onde um Rephaim fica responsável por treina-los, se os desnaturais evoluirem no decorrer do treinamento se tornam guerreiros e protetores de Sheol I, se não passam nos testes se tornam apenas escravos à margem da sociedade Rephaim.

A Temporada dos Ossos acontece a cada 10 anos, e os que sobrevivem permanecem lá, sejam como guerreiros ou escravos.

Paige passa por essa seleção também, e com seu dom instigante ela é selecionada pelo Mestre que não é nada mais nada menos que o noivo de 
Nashira, logo seu príncipe consorte.

Sem muitas opções e sem ter como fugir, Paige é levada a casa do Mestre, onde inicia seu treinamento. O que ela não esperava era encontrar segredos misteriosos que o envolviam e que envolviam a última temporada dos Ossos e uma pequena, porém possível fuga daquele lugar.

No começo quando peguei esse livro o achei extremamente lento, porém quando o livro engatou, eu simplesmente não consegui parar de ler. Eu simplesmente preciso ler o segundo meu povo porque ainda não superei o final e quero saber o que vem por ai.                                                                                                                                                                                                                   

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