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quinta-feira, 11 de maio de 2017

A Rosa e o florete

Por: Ingrid Moreira



“Guilhermina Shufmann D’anjour
Era a maior contradição entre as damas
A rebeldia e a coragem dos exércitos.
Em verdade, era a renovação
Dos verdadeiros ideais de uma revolução
LIBERTÉ, ÉGALITÉ, FRATERNITÉ”

Criada por sua mãe para ser uma dama e por seu pai para ser uma guerreira, vamos conhecer a história da Condessa Guilhermina D’anjour, a franco-austríaca que lutou pelo seus ideais até seu último suspiro. 


Dois lados opostos em uma mesma pessoa:

A joia da mãe e orgulho do pai;
A corte e o povo;
A pureza e a rebeldia;
Áustria e França;
Dama e guerreira;
A rosa e o florete.


Sua mãe morrera quando era criança, seu pai em sua adolescência, e quando seu mundo estava totalmente desmoronando, ela é chamada para falar com o Rei, e descobre o testamento de seu pai. Ele estava passando sua patente, de comandante da guarda real para sua filha, mas é claro que naquela época uma mulher não poderia assumir tal posto, porém o rei propõe dois desafios: Guilhermina teria que provar sua diplomacia e sua habilidade na esgrima para conseguir o cargo, sendo a primeira em como ela se comportaria em um baile, e na segunda se ela conseguiria vencer todos os soldados da guarda real. Após provar que pode ser diplomata e derrotar setenta homens no pátio do palácio, nossa heroína se torna a comandante da guarda real aos 15 anos.

Desde a monarquia, passando pela revolução francesa, até a época napoleônica, vamos por todas as fases históricas da frança, vivenciamos as batalhas internas e entre nações, o absolutismo, a época da guilhotina, a tomada de bastilha, a disputa entre jacobinos e girondinos para exercer seus ideais... Conhecemos um pouquinho da história francesa através da vida de uma jovem Condessa que sobreviveu nessa época.

Foi uma oportunidade maravilhosa ter esse romance histórico em minhas mãos, mesmo que utilizando um romance como o fio para conduzir a história, temos todo o fundo real de guerra e todos os fatos reunidos numa fase tão importante da França, onde a história e ficção se unem para compor essa trama.

Posso dizer que aprendi muito ao longo das páginas, e puder entender um pouco mais sobre a história francesa ( porque simplesmente sou apaixonada por tudo que é do passado hahahah), e algo muito legal que estamos tendo ultimamente é a valorização da escrita nacional, pois podemos ver que nós também podemos escrever boas histórias. Com certeza Mariana Pacheco fez um estudo aprofundado para poder embasar toda sua história, que é rica de detalhes históricos, colocando dentro do livro notas históricas para auxiliar o leitor no entendimento do cenário que está ocorrendo naquele momento.

“A história da mulher que, por sua coragem, força e ousadia, foi escolhida entre as damas de porcelana para vestir a armadura de aço e guiar a revolução ”

Um comentário:

  1. Uau! Amo romances históricos e esse pelo visto assim que cair em minhas mãos irá furar a fila. Obrigada pela dica Ingrid.

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