sexta-feira, 25 de agosto de 2017

As Luzes Mais Brilhantes




“Ninguém merece carregar tanta dor, raiva e sofrimento dentro de si. Sempre achei que corações tinham outros propósitos.”

Gosto quando sou surpreendida, e foi exatamente isso que aconteceu comigo quando comecei a ler As Luzes Mais Brilhantes. Quando eu vi a capa pensei em algo meio clichê, algo sem profundidade. E como eu disse antes amei ser surpreendida, porém com ressalvas.

O livro do jovem autor Augusto Alvarenga conta a história de Julién e Bruna.

Julíen é um garoto de 24 anos que já tem uma longa cota sobre dor, sofrimento e solidão. Ele foi marcado pela vida de uma forma tão drástica e que isso não só afetou seu coração como sua saúde. Ele é jovem e vive um quadro sério de depressão e ansiedade. Ele é solitário. Ele acha que amor só fere, e o medo de se ferir pode afetar demais.

Do outro lado temos Bruna, uma garota de 20 anos,  estudante de cinema que sonha com o sucesso em Hollywood e acima de tudo sonha em ser feliz. 

Destino ou não, nunca gostei tanto da Avenida Paulista! Afinal, uma trombada de bicicleta pode ser emocionante. E é bem assim que a vida desses dois se cruzam, ou melhor, se trombam.

Após um “atropelamento” vergonhoso e um café no Starbucks a vida desses dois começa a mudar. E eu não digo apenas em relação a atração que ambos sentem um pelo outro de imediato, me refiro ao modo como a vida começa de fato para ambos e de que forma ela começa a ser vista, com um pouco de luz e alegria.

O que gostei no livro do Guto (virei intima, desculpa!) foi a sensibilidade que os personagens foram criados, o carinho em cada um deles, inclusive os secundários. Porque na boa todo mundo deveria ter uma melhor amiga como a Mariana.

Augusto não nos vendeu um livro apenas de romance, ele nos mostrou representatividade, a força em raiz ao preconceito eminente, ele mostrou as diversas faces da depressão e até onde você pode deixa-la te guiar ou não. Afinal, são as suas escolhas que definem seu futuro. Mas acima de tudo, ele mostrou que o amor pode machucar, mas ele também pode fazer feridas antigas sararem. 

Porém, o que não gostei foi o fato de que as coisas iam bem lentas até cerca de 80% do livro, sentíamos a história com calma e tranquilidade e de repente me senti pisando no acelerador. Os pontos de crise apresentados durante a leitura não foram de fato solucionados, ficaram umas pontas soltas e a resolução de muitas cenas foram atropeladas no fim do livro.

Se eu fosse dar uma nota entre 1 e 5, acho que daria 4. Não para desmerecer o trabalho do autor, apenas porque se talvez tivéssemos mais páginas o livro não seria só bom como já é, ele seria incrível!

Um conselho para os leitores, leiam com o coração aberto e sintam e se apaixonem pelo Julién como eu me apaixonei, e acima de tudo. Tenham empatia sobre a vida.



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