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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Clássicos de Quinta: A Moreninha

Por: Ingrid Moreira e Débora Farias



Sabe aquela leitura obrigatória de escola que ninguém quer ler, mas precisa porque tem que fazer prova? HAHAHA Então, no meu caso foi no ensino médio e tínhamos que fazer uma apresentação sobre o livro lido - SIM, EU TIVE QUE DANÇAR HAHAH, MAS OK! - Então vamos do clássico A Moreninha!

Pensem em um cara com uma casa lotada de primas e uma irmã no feriado, sozinho. Pensaram? Esse é o drama de Filipe até ele usar de inteligência... Vou explicar...

Com o objetivo de passar o feriado de Sant'Ana com seus três amigos - Augusto, Leopoldo e Fabrício -  Filipe usa de perspicácia e com segundas intenções suas primas e irmã para convencer seus amigos a não o deixarem em uma ilha rodeado de meninas chatas sozinho na casa de sua avó Dona Ana.

O problema é que Augusto - o conquistador - fica com o pé atrás em relação a viagem e o que o espera por lá. Para move-lo de sua recusa, Filipe propõe uma aposta ao seu amigo galanteador.

Se em quinze dias Augusto se manter constante com uma só mulher ele terá que escrever um romance, caso o contrário, Filipe terá que escrever.

O desafio para o dito "o pegador" levanta duvidas durante boa parte do livro. Afinal, será que ele manterá sua promessa e será fiel à apenas uma mulher?

Como não amar a irmã do Filipe gente? HAHAHA Carolina, a protagonista dessa história, consegue roubar a cena com suas loucuras, meiguices e artimanhas, que deixará um certo galanteador de cabelo em pé durante o feriado! 

Durante a leitura mergulhamos em um período abarrotado de festas, onde se é possível sentir a forma como a sociedade era regida naquela época, inclusive  na forma de escrita . Algumas vezes, me vi meio perdida devido ao uso do português - PALAVRAS ANTIGAS E DIFÍCEIS! -  HAHAH

O amor retratado nesse livro, é um dos mais puros que podemos lembrar... Em que  toda a moralidade presente na época é descrita com detalhes, não deixando a desejar. Conforme somos apresentados aos personagens secundários, é impossível não darmos boas gargalhadas, além de não resistirmos a essa envolvente e  desastrosa aposta,  em como o incorrigível Augusto se manterá incorrigível frente a nossa Moreninha.

Escrito por Joaquim Manoel de Macedo, teve seu marco na literatura nacional como o primeiro romance publicado em 1844, e sem dúvidas, posso declarar que se você é brasileiro necessita ler essa obra, pois é daqueles livros clássicos que todos os leitores que adoram um bom romance deveriam ler. 

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