quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Clássicos De Quinta: A Escrava Isaura




Hoje iremos mais fundo, pois o clássico dessa quinta é uma obra lá do século XIX  que li na escola, e por imaturidade não pude gostar e compreender, porém a um tempo vi em minha prateleira e tive curiosidade em ler novamente, e dessa vez consegui apreciar, tanto a obra em si quanto toda história por trás dela.
Bernardo Guimarães sempre foi defensor da libertação dos escravos, e  "A Escrava Isaura"  é prova viva dessa luta em favor dos negros. O livro só pôde ser publicado após o autor colocar a personagem principal como branca, pois a sociedade escravocrata da época não aceitava que em uma história uma negra pudesse ser um personagem principal, além de abordar a injustiça e maus tratos aos negros que sofriam na mão de donos cruéis.

Isaura é uma escrava que por ser branca e ter o carinho de sua "senhora" pôde receber inúmeros privilégios que outras escravas não puderam ter. Aprendeu a tocar piano, e falar outras línguas, como o francês, além das aulas de etiqueta, onde aprendeu a agir como uma dama elegante da época.

No leito de morte sua "senhora" fez com que seu filho Leôncio prometesse dar a Isaura a tão sonhada liberdade. Leôncio por outro lado não obedece o que foi prometido e mantém Isaura como sua escrava. Mesmo sendo casado com Malvina, ele tem uma paixão doentia por Isaura. 

Além de Leôncio, a beleza da jovem escrava desperta paixão em vários personagens, como o jardineiro Belchior, o feitor da fazenda e o irmão de Malvina.

Seu pai Miguel é um homem livre que luta pela liberdade de sua filha, ele reúne o valor para pagar a liberdade de Isaura, porém como a promessa não foi cumprida tem que fugir com sua filha para o Recife, onde ela começa a se chamar Elvira e acaba se apaixonando por Álvaro. Mas nem tudo são "flores" e em um baile sua real identidade é revelada, e  é onde começa a agitar a trama.

Eu com certeza fui feliz em dar uma segunda chance para esse livro, e essa história que já foi inspiração para tantas outras e já foi tantas vezes adaptada para TV. 

Embora a personagem não pudesse ser representada  verdadeiramente  como uma escrava negra (o que seria maravilhoso para uma personagem principal), não deixamos de sentir o que o povo sofreu naquela época, pessoas que só por terem uma cor diferente do “padrão” acabavam sendo escravizados.

Ao lembrar do passado vemos as lutas para conquistar a tão sonhada liberdade, que na verdade deveria ser um direito de todos. Vale a pena conferir a luta dessa encantadora menina por sua liberdade  e felicidade!




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