quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Clássicos De Quinta: O Cortiço





"João Romão observava durante o dia quais as obras em que ficava material para o dia seguinte, e à noite lá estava ele rente, mais a Bertoleza, a removerem tábuas, tijolos, telhas, sacos de cal, para o meio da rua, com tamanha habilidade que se não ouvia vislumbre de rumor. Depois, um tomava uma carga e partia para casa, enquanto o outro ficava de alcateia ao lado do resto, pronto a dar sinal em caso de perigo; E, quando o que tinha ido voltava, seguia então o companheiro, carregado por sua vez. Nada lhes escapava, nem mesmo as escadas dos pedreiros, os cavalos de pau, o banco ou a ferramenta dos marceneiros. E o fato é que aquelas três casinhas, tão engenhosamente construídas, foram o ponto de partida do grande cortiço de São Romão. "


Nosso clássico é uma obra de Aluísio de Azevedo que sem dúvida todos já estudaram em alguma aula literária, alguns se apaixonaram e outros não. Geralmente no período de escola não absorvemos essas obras com bons olhos...

O livro O Cortiço é dividido em 23 capítulos, narrados em terceira pessoa com narrador onisciente. São dois os espaços explorados: O primeiro, o cortiço amontoado em casebre. O segundo espaço fica ao lado do cortiço, o sobrado do comerciante Miranda e sua família.

Essa é uma obra  muito importante para nossa literatura e quem sabe até para nossa historia, mostrando a realidade dos moradores do rio de janeiro do século XIX. O autor fazia parte do naturalismo e graças a isso mostra a realidade da comunidade pobre do século com total fidelidade ao que realmente ocorria. Mostra a mistura de raças, promiscuidade sexual dentre outras coisas que naquele ambiente se tornava natural. O bom conferir essa obra é que podemos parar para analisarmos aquele momento histórico e a decadência da comunidade pobre da época.

Este livro é um dos romances brasileiros mais importantes, tem uma grande importância para a literatura nacional, e com certeza pode ser indicado para todos os que gostam de romances e aventuras, mas também não deixam de lado a existência da tristeza e a miséria das pessoas.





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