sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O Diamante: A história de uma paixão.



O livro da resenha de hoje é um daqueles que eu simplesmente vi na prateleira da loja e cai de amores pela capa, e quando isso acontece  a gente gasta dinheiro pra ter aquele amor na prateleira não é mesmo?

O diamante é um livro que me desafiou muito pela forma como a autora distribuiu as cinco histórias que são contadas. Cada uma delas é completamente diferente, acontecem em anos diferentes e lugarem distantes uns dos outros, porém todas tem uma ligação muito forte: O diamante.

Logo de cara o livro nos leva a 1947 com a Frances Gerety, que é uma figura real, e eu já conhecia o seu nome por ter estudado um pouco de publicidade na escola. Frances era uma mulher independente, solteira e excelente publicitária. Ela que foi a responsável por criar O MAIOR SLOGAN DO MUNDO quando falamos em diamantes. Quem nunca ouviu ou leu a frase “Os diamantes são eternos.” em algum lugar por ai? Digamos que se você (que sonha em se casar) já se imaginou com uma bela pedra dessas no dedo, a culpa é dela. Então, não poderia ter personagem melhor pra abrir esse livro.

Em seguida voamos para 1972, onde conhecemos a doce Evelyn e seu filho, que é um belo canalha e está passando por uma separação difícil. Na terceira história vamos para 1987, e lá conhecemos James e sua vida complicada, mas acima de tudo guiada por seu amor a família que tem. Depois, somos levados para 2003 e damos de cara com a francesa Delphine e sua vingança pra lá de maravilhosa contra seu marido traidor.

Por fim chegamos a 2012 com Kate que é de longe a personagem com quem mais me identifiquei no livro. Ela que nunca pensou em casamento pra si mesma se vê na difícil missão de madrinha do casamento de seu primo.

Sim, todas as histórias tratam de relacionamentos amorosos e casamento, mas não é como se fossem apenas lindas histórias de amor com finais felizes, véus e grinaldas. O diamante fala sobre relacionamentos em geral, em família, e principalmente em amor. A pedra mais resistente nesse livro se torna o símbolo perfeito pra discutirmos a dureza dos sentimentos bons e ruins que enfrentamos na vida e das situações em que sem pudor nenhum o destino nos coloca.

Foi bem difícil ler o livro, precisei recomeçar ele pelo menos duas vezes, mas quando finalmente engatei, senti uma satisfação enorme em conhecer histórias e experiências de pessoas que são gente como a gente, que choram, que erram, que sentem raiva, que se arrependem mas que acima de tudo, amam. 


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