segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A Fera




Quem não consegue ver o que é precioso na vida nunca será feliz.”

Quem me conhece bem sabe que a Disney e eu temos um casamento sólido desde a minha infância.  E descobrir uma releitura de um dos meus contos favoritos, foi uma grande surpresa e além de um grande presente. Como pode se suspeitar A Fera é remake do conto A Bela e a Fera.
Alex Flinn nos manda para Nova York onde conhecemos Kyle Kingsbury, um adolescente lindo – olhos azuis, loiro, atlético – e extremamente arrogante. Nosso “príncipe” é filho de um dos principais Ancoras do jornal de Nova York, um homem também arrogante que criou Kyle para ser seu reflexo.  

Estudante de uma escola elitista, Kyle é o líder de sua turma e dos seus “amigos”, com o poder nas mãos ele nunca precisou temer a nada. Se ele achasse alguém feio ou estranho, por qualquer motivo, esta pessoa não poderia conviver no mesmo circulo de amizades ou até mesmo orbitar próximo a ele. E em uma dessas situações onde ele imperou a beleza que ele conhece Kendra, uma garota feia, gorda e de cabelo verde que não teme a nenhuma chacota. O único problema é que Kyle nunca ouviu aquele ditado “as aparências enganam” Kendra não era apenas uma garota frágil, ela era alguém com uma missão: Colocar limites a Kyle.

E a vida perfeita de Kyle se transforma em uma noite. Um baile. Uma humilhação pública. Uma maldição. E um prazo de 2 anos. E apenas uma salvação: Um beijo de amor verdadeiro.

Do outro lado temos Linda Owens, a Lindy, uma adolescente ruiva e cheia de sardas, que coabita no mesmo universo de Kyle só que com uma imensa diferença. Lindy é pobre e bolsista, ou seja, nunca passou nos olhos de Kyle sua existência.

A vida dos dois começa a se cruzar, um ano após a maldição, no momento em que o pai de Lindy tenta furtar a casa de Kyle.  E que em troca de sua liberdade oferece sua filha para a Fera. E é assim que Lindy começa a morar com Kyle, ou melhor, com Adrian.

Lindy se torna a sua luz no fim do túnel e a sua chance de liberdade.

Eu posso afirmar que amei esse livro. Alex soube transpor as inseguranças de um adolescente desesperado por estar amaldiçoado, abandonado, solitário. E as inseguranças de uma jovem apavorada e abandonada à sorte por sua própria família. Além de captar com respeito e muito carinho a construção de uma amizade, a criação de laços de confiança e o florescer de um amor lindo.

Outro ponto incrível e bem criativo desse autor foi  a criação de um bate-papo via online  com outros personagens também amaldiçoados. Era uma troca de experiências extremamente interessante. São inúmeros jovens que expõem ali naquela sala de bate-papo suas inseguranças e medos de não encontrarem um final feliz, mas também é mostrado uma nota de esperança para os que ainda estão tutando, quando alguém do grupo consegue.


Todos que conhecem o clássico A Bela e Fera vão saber o fim dessa história, mas mesmo conhecendo o final, eu indico a leitura a todos. As vezes não é final do livro que importa e sim todo o meio que nos faz refletir, todo o aprendizado que um personagem mesmo babaca no começo pode nos ensinar.



Nenhum comentário:

Postar um comentário