quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Clássicos De Quinta: Dom Casmurro




Machado de Assis é um excelente escritor, tenho total admiração por todos os seus escritos, principalmente pelo fato de ter uma imensa paixão por poesias e achar que cada personagem por menor que seja, tem uma força e um tom poético que me encanta. Dom casmurro foi escrito em 1899, em primeira pessoa, onde Bento Santiago, o Bentinho, faz um resumo da história de sua vida.
Iniciamos a trama com uma cena engraçada onde sua mãe, Dona Glória, está em um debate sobre uma promessa que fez no nascimento do filho. “Graças” à promessa Bentinho se vê obrigado a ir ao convento, porém ele se livra de ser um futuro padre e consegue se casar com sua amada Capitu, por quem se encantara.

Para esquentar o enredo, é mostrado seu período no convento, onde Bentinho ganha um amigo, o Escobar. E devido a sua grande amizade com o amigo, ele acaba homenageando-o dando o primeiro nome de Escobar a seu filho. Porém conforme o menino vai crescendo, Bentinho percebe que o filho não tinha apenas o nome do amigo, como também sua fisionomia e então surge a desconfiança da fidelidade de Capitu.

Essa obra é perfeita para analisarmos o lado realista de Machado de Assis, sem aquele peso romântico de outros clássicos, além de mostrar as facetas da personalidade de cada personagem. Com a suposta traição que não pode ser confirmada, nos faz entrar na trama e pensar em um final: Será que ele realmente foi traído? Será que ele era apenas um marido ciumento e doentio?

Essa e outras dúvidas fazem com que o leitor fique a vontade para definir o que seu raciocínio lhe disser. Posso dizer que é um clássico que vale a pena estar em sua estante!



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