quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Clássicos De Quinta: O Pequeno Príncipe





“Tu não és para mim senão uma pessoa inteiramente igual a cem mil outras pessoas. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo.”
O clássico de hoje é no mínimo emocionante, é uma daquelas histórias que sempre vamos querer ler mais uma vez assim que acabamos o livro e nosso coração vai sentir novamente tudo como se fosse a primeira vez, ou até mais forte.
O Pequeno Príncipe conta a história de um piloto de avião que quando pequeno tinha o sonho de ser um pintor, mas sua carreira não durou muito, pois apenas dois desenhos foram suficientes pra ele decidir que os adultos não compreenderiam suas pinturas.
Em uma de suas viagens acontece uma pane no motor de seu avião, fazendo com que ele pouse no meio do deserto do Saara, onde ele conhece um menininho de cabelos cor de trigo que lhe pede o desenho de um carneiro.
A partir daí eles juntos começam a desenrolar as histórias de uma criança que como todas vê o mundo diferente, com mais clareza do que os adultos conseguem ver por conta da correria do dia a dia.
Nesse enredo adultos e crianças se entrelaçam ao compartilharem dessa leitura, onde crianças se encantam pela criatividade do pequeno príncipe, enquanto os adultos absorvem toda reflexão abordada no livro. Nas entrelinhas observamos tudo que está por trás  da metáfora e simbolismo empregado na história. Coisas que muitos de nós nos esquecemos ao crescermos e passamos a não dar valor.
Uma lição de vida, onde temos o retorno das memórias de nossa infância, de como nós éramos simples e inocentes e víamos a vida com mais cores e com mais vivacidade.  Antoine de Saint-Exupéry conseguiu transpor muito mais do que só palavras, ele nos ensinou que muitos de nós perdemos aquilo que é mais importante ao ser humano, como o amor, sinceridade e amizade, e ao crescermos acabamos substituindo coisas valiosas que tínhamos por outras, como a vaidades, ganância e vícios, coisas que só deixam o ser humano cada vez mais vazio e sem vida.
Esse livro é aquele clássico que não pode faltar na sua estante, pois não basta só uma leitura, porque toda vez que você reler sempre acaba aprendendo algo novo, ou passa a perceber algo por um novo ponto de vista.





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