sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Quando Tudo Faz Sentido





“Liz levara dezesseis anos pra entender que olho por olho deixa o mundo inteiro cego.”

A gente está bem acostumada a ler histórias em que a(o) protagonista(o) é mais uma pessoa que sofre de todos os jeitos que a vida pode fazer com quem alguém sofra. Mas e quando o personagem principal do livro é justamente aquele que deveria ser apenas o vilão?
Quando tudo faz sentido, conta a história de Liz Emerson – mas se quiserem podem chamá-la de Regina George também – uma garota popular e cruel no estilo que já conhecemos, mas algo nela vai, além disso. Liz não parece estar satisfeita em machucar as pessoas que são distantes dela, os nerds, excluidos, bolsistas, etc.. Ela também se sente no direito de ferir as pessoas que estão perto dela, como suas amigas.

Mas até ai, você deve estar preparado pra talvez odiar a personagem, certo? Só que você estaria disposto a conhecer os motivos por trás de todo o comportamento destrutivo? Estaria disposto a ter compaixão por ela?

Liz cresceu tendo uma infância feliz e completamente normal até o dia em que o pai dela morre. Depois dessa perda a vida dela passa a ser uma poço de solidão e tristeza.

A mãe, pra conseguir lidar com a morte do marido começa a trabalhar sempre mais e a deixa-la sozinha. As amigas, que também tem seus próprios problemas e nenhum deles é simples, parecem não se importar com o que se passa na cabeça dela. E a única forma que a menina encontra de chamar a atenção pra si é fazendo mal as outras pessoas. Ela sabe que isso não é certo, e por conta disso ela decide que no dia do aniversário da morte de seu pai, vai ser também o último dia da sua vida.

O livro acontece em períodos antes e depois do acidente, e sendo narrado em terceira pessoa – o que eu achei uma ideia incrível da autora – consegue nos deixar envolvidos na história e curioso pra saber quem é o tal narrador misterioso.

Esse é um livro delicado e ao mesmo tempo muito forte, trata de temas como: bullying, suicídio, depressão, drogas, aborto na adolescência. E nenhum desses assuntos é fácil de falar, não é? Porém Amy soube escrever sobre cada um deles de forma marcante e linda. Eu pude ter tantos sentimentos pela Liz que realmente me surpreendi com isso.


Enfim gente, só leiam esse livro!




Nenhum comentário:

Postar um comentário