quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Toda Luz que Não Podemos Ver




Como falar de um livro com ficção histórica sem me apaixonar? *-* 

Já ouviu falar sobre os dois lados da moeda? Então aqui você encontrará isso. Normalmente nos livros históricos relacionados à segunda guerra mundial, sempre temos os alemães, como aqueles monstros sanguinários que se achavam superiores e blablabla... E do outro lado os pobres e inocentes franceses, judeus, comunistas, e por ai vai. Porém nesta obra encontraremos uma parte do povo alemão que também teve que engolir sapos, e támbém aquele que não tinha o que fazer a não ser seguir ordens.
Toda luz que não podemos ver, é centrada basicamente em dois personagens: uma francesa e um alemão. E como o caminho deles se cruzam enquanto tentam sobreviver à segunda guerra mundial. 

Se você está pensando num romance, então espere sentado, pois aqui você encontrará uma história sobre a guerra e o que motiva cada personagem a se manter em sua luta.

Marie-Laure  é uma menina doce e forte que não se deixa vencer por uma mera dificuldade, e mesmo sendo cega ela não deixa que sua deficiência tire sua independência e a impeça de levar a vida de modo tranquilo ao lado de seu pai - o chaveiro do museu de história natural de Paris. Mas quando os nazistas ocupam o lugar, ambos acabam tendo que fugir para Saint-Malo.

Werner Pfennig é um jovem órfão que tem a curiosidade aguçada desde criança, e ao concertar um rádio que encontrara no lixo, ele passa a ser conhecido e convocado por seus vizinhos para concertar seus aparelhos. O que ele não poderia imaginar que “graças” a esse talento fosse parar em lugares tão distantes de sua cidadezinha na Alemanha chamada Zollverein. 

Duas vidas transformadas por uma guerra.

Dois lados, duas nações, um sentimento... Descobrir o mundo.

Enquanto Marie-Laure vive com seu tio-avô numa cidade do interior, tentando se manter longe da guerra, Werner é convocado pelo governo para usar suas habilidades e conhecimentos adquiridos na escola militar, para desativar as escutas e rádios clandestinas na França. 

Em cada página somos apresentados há uma época que jamais esqueceremos... Guerras, sangue, morte... vidas inocentes desperdiçadas por questões políticas, pensamentos e atitudes horrendas de homens que estão no alto cargo e veem seus soldados como meros peões em um jogo de xadrez. 

Com uma escrita rica e complexa cheia de preciosidades Anthony Doerr nos faz adentrar nesse mundo histórico e vemos como nacionalidade se torna a coisa menos importante quando Werner se depara com Marie-Laure e precisa tomar uma decisão que pode mudar a vida de ambos e até mesmo influenciar na guerra. 

Se você nunca leu algo nesse estilo, minha pergunta é: O que você está esperando? Conhecer um pouco mais do passado pode nos ajudar a entender nosso presente e melhorar nosso futuro. 




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