sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Como Parar O Tempo


“O para sempre, disse Emily Dickinson, é composto de agoras. Mas como habitar o agora em que se está? Como impedir os fantasmas de outros agoras de entrar? Como, em resumo, se vive?”
Tom Hazard não é um homem como os outros, ele tem mais de quatrocentos anos mas continua com a aparência de um quarentão; que maravilha, né? Ou talvez não. Pois para um homem que já viveu tanto, a vida pode se tornar cansativa. Devido a essa condição de envelhecer mais devagar que os demais, pessoas como o Tom precisam manter segredo de sua situação para evitar problemas – já que muitos não entenderiam como um ser humano poderia viver tanto tempo assim – e a organização responsável por ajudá-los é chamada de Albatroz.
De oito em oito anos os albas, como são chamados, devem adquirir uma nova identidade e se mudar, para a sociedade em geral não desconfiar de sua aparência, não se esquecendo da maior regra de todas: Não se apaixonar! Pois criar laços, causaria sérios problemas ao passar dos anos. Porém como sabemos, é impossível não se apaixonar pelo menos uma vez em sua vida – e Tom não será a exceção. Mas devido a esse laço ele terá que enfrentar consequências que o perseguirão durante anos.
Já cansado de todas as coisas que vivenciou e a procura de uma pessoa que desapareceu de sua vida, Tom decide voltar a Londres e ser um professor de história. Lá ele conhecerá Camille, e sentimentos irão surgir enquanto tenta resolver suas questões do passado.
“- A história não precisa ganhar vida. Ela já é viva. Nós somos história. A história não são os políticos, reis e rainhas. História é todo mundo. É tudo.”
Em Como parar o tempo vemos que uma vida muito longa, pode não ser tão legal assim como a gente imagina, pois do que adianta seu corpo ter células que demoram a envelhecer se você não pode se fixar em um lugar e formar uma família? Quando pessoas que você ama vão ficando para trás, e você vivencia todos os altos e baixos de uma sociedade apenas como espectador, começamos a perceber através do personagem principal que poderíamos nos tornar amargos e cansados de uma vida como essa.  
“Eu fui pessoas que odiei e pessoas que admirei. Fui divertido e chato e feliz e infinitamente triste. Já estive do lado certo e do errado da história. Para resumir, eu me perdi.”
Como não amar uma história que fala da mortalidade humana? Matt Haig quebra o paradigma de que a sabedoria vem com a idade, onde temos personagens com mais de 400 anos ainda com os mesmos pensamentos, defeitos de personalidades, enquanto temos uma narrativa que mistura o presente com o passado.
Nós viajamos no tempo com Tom, conhecemos personagens históricos e icônicos em seus flashbacks, onde vemos algumas cenas sob um novo ponto de vista, vivenciando a época da caça as bruxas, as guerras, a crise da Peste Negra, além de conhecer Shakespeare, Charles Chaplin, e outros personagens que influenciaram o mundo. Então já posso dizer que para uma pessoa que é apaixonada por história, eu surtei com essa leitura hahahah!
E não se engane achando que o romance é o que predomina neste livro, você encontrará muito mais!!! Fora essa capa que define bem o livro, delicada e bela, a Harper Collins conseguiu nos dá o vislumbre do quão bom será a leitura!





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