segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Easy



Preciso dizer que nunca antes na história desse país, fui tão fã de um pé na bunda! Calma. Calma. Calma. Antes de me julgarem, venham conhecer os fatos! Ah! E sejam bem-vindos a história de Jacqueline e Lucas, em Easy!


“Três anos se passaram desde que eu tinha deixado de ser Jacqueline, e eu lutava diariamente para recuperar a parte original de mim mesma que eu deixei de lado por ele. Não era a única coisa da qual eu tinha desistido, ou a mais importante. Era apenas a única que eu poderia recuperar.”

Jacqueline Wallace é uma garota, digamos, “tapada”. Sim, ela é tapada na minha humilde convicção. Inteligente, musicista, era alguém que tinha tudo para ser considerada uma aluna brilhante em todas as melhores universidades de música. Porém, sua inocência e seu amor de adolescente falaram mais alto e ela abriu mão de possíveis sonhos para acompanhar seu namorado de colégio, que, novamente em minha opinião, não valia o esforço. E é incrível quando às vezes os autores concordam com a gente e realizam nossos desejos, só que dessa vez ao contrário: não foi ela quem chutou o cara, ela foi chutada. Uma droga, né? Mas a vida é assim na maioria das vezes e isso é um saco.

Do outro lado temos Lucas – maravilhoso - Maxfield, um cara que, aparentemente, não passa de mais um bad boy que não esta nem aí para a vida, mas que na verdade é cercado por fantasmas e demônios em seu passado. Lucas, apesar de todo o drama na sua história, na realidade é um homem intenso e muito doce, tão marcado pela vida inúmeras vezes e de formas tão brutais, que não enxerga a chance de ser feliz.

A vida dos dois começa a se entrelaçar em uma noite que eu chamaria de no mínimo, macabra, mas ainda muito corriqueira para as mulheres ao redor do mundo: Na saída de uma festa no campus da universidade, nossa heroína quase foi violentada por um amigo de seu ex-namorado. Alguém que ela conhecia e que nunca tinha dado nenhum indício de ser um homem que não se deve confiar. Lucas a salva do agressor e a partir dali é notória a ligação que ambos criam de carinho, proteção e respeito. O que não se esperava no começo é que outros sentimentos viriam à tona...

O que eu amo na escrita da Tammara Webber é que ela expôs sem reservas um problema com a dureza que ele de fato merece. E o que eu amei mais ainda foi a forma que a autora demonstrou não apenas os medos e fraquezas da personagem, mas nos levou através das páginas a acompanhar todas as maneiras que Jacqueline utilizou para tentar superar, ou melhor, de tentar seguir em frente e de se proteger. É um livro no qual encontramos personagens femininas que se apoiam e acreditam na sororidade, independente do que os outros digam a respeito das vítimas. Esse é um poderoso recado para um mundo que incentiva a competição, a descrença e não a amizade e o companheirismo entre mulheres.

Outro ponto que não posso deixar de comentar é o fato de que os personagens secundários de Easy são incríveis. Como, por exemplo, a exuberante Erin, colega de quarto de Jacqueline. Sério, todo mundo deveria ter uma melhor amiga como ela, alguém que não só é amiga, mas é irmã também e que está sempre ao seu lado. Um amor!

Eu indico Easy para todos! Ele é um livro que não é só um romance universitário. É uma obra que te mostra que nem sempre seus demônios tem que vencer e que as vezes existe luz no fim do túnel e, principalmente, sempre vale o risco para se buscar a felicidade.

AAAAH e antes que eu esqueça: EASY É O PRIMEIRO DE UMA SÉRIE, PRODUÇÃO!!! ME ESPEREM !!








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