quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O Visconde que me Amava



Chegamos ao segundo livro da família Bridgerton, o Visconde que me amava. Então se você quiser dar uma conferida no primeiro basta clicar aqui. Lembrando que embora cada livro conte individualmente à história de cada irmão, o melhor é ler na ordem para não pegar uns spoilers!


“Anthony Bridgerton sempre soube que morreria jovem. Não, não na infância. O pequeno Anthony nunca teve motivos para refletir sobre a própria mortalidade.”

Quando seu pai, Edmund Bridgerton, morreu aos 38 anos, Anthony acreditou que teria o mesmo fim. Basicamente ele acredita que nunca conseguiria superar seu pai em nada, inclusive na morte, e como uma de suas obrigações é gerar o próximo herdeiro, ele terá a tarefa de encontrar sua futura esposa, uma mulher que seja inteligente e bonita, antes de sua “morte prematura”.

 “–[...] Qualquer um com determinação suficiente para realmente impressioná-la estaria à minha altura. – Então sou tão difícil assim de impressionar? As duas irmãs se entreolharam, em seguida responderam em uníssono: - Sim.”

E é nessa busca incessante que a vida de nosso Visconde se cruza com a vida das irmãs Sheffield, em sua primeira e única temporada em Londres. Por motivos financeiros, as garotas devem não apenas debutar em Londres como arranjarem seus maridos na mesma. Por Edwina ser uma jovem doce e com uma beleza estonteante, acaba atraindo mais atenção do que Kate – que apesar de ser bonita possui uma personalidade forte e decidida que afugenta alguns homens, além de possuir uma idade mais avançada para debutar.

Após a declaração da caçula em um baile que só se casaria com o homem que sua irmã aprovasse, Kate acaba por ficar cercada de vários pretendentes que desejam lhe agradar para conquistar a irmã. E ela não esperava que Anthony, o maior libertino de Londres, fosse um deles. Ele, por outro lado, ao ver Edwina, encontra na jovem todas as qualidades para ser sua viscondessa, mas saber que terá que lidar com a turrona e protetora irmã mais velha, vê que não será uma tarefa nada fácil.  

O intrigante desse livro é que normalmente temos algum interesse rolando entre os protagonistas, ou pelo menos um deles, e aqui é totalmente o oposto. Pois ele só quer convencer Kate, enquanto ela quer fazer de tudo para que Anthony não ponha as garras em sua irmã.

Outro ponto interessante é a questão da madrasta, pois quando vemos a forma que Mary trata Kate, considerando ela de fato como uma filha – já que ela perdeu a mãe e depois o pai –, nos mostra a quebra de paradigma quando levantamos as clássicas histórias (em que toda madrasta é má), mostrando que mesmo sem ter laços sanguíneos podemos criar algo mais forte que o DNA.

Já aviso que o clássico “perfeito herói romântico” não irá aparecer nesta história e preciso dizer antes de acabar essa resenha: se preparem para gargalhar com a melhor parte de todas do livro, o jogo de Pall Mall e temer com o taco da morte HAHAHAH.


Esse livro é o favorito de muitas pessoas, e acredito que por falar de traumas de infância acaba fazendo o leitor entender um pouco o que o personagem está passando. A questão da morte, os medos irracionais, os momentos de inseguranças, o amor fraternal e a superação são temas que Julia Quinn soube transpor no papel de forma brilhante e emocionante.  Sem contar que tem uma carta da autora no final do livro <3 gente ela é muito amorzinho...


2 comentários:

  1. Eu só li o primeiro e o segundo da série, mas pretendo ler o restante. Por enquanto, esse segundo é o melhor! Adorei! É impossível não se apaixonar pelo Anthony!

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    1. Você vai se encantar por todos os homens dessa família. Acredite hahahah :)

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