terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Razão e Sensibilidade



Para iniciar as resenhas de nossa amada Jane Austen, eu escolhi Razão e Sensibilidade, pois foi o primeiro livro que li da autora e por coincidência também foi seu primeiro livro publicado. Ao longo dos anos tivemos diversas edições dessa obra fascinante com capas maravilhosas, mas tenho que dizer... a que mora em meu coração é a capa da primeira leitura no ensino médio (e sim Débora, foi a que furtei da sua prateleira hahaha), uma edição de capa dura em vinho nobre com um desenho simples em dourado <3. Mas vamos à história porque é o motivo que vocês entraram aqui!

A história se inicia com o falecimento do Sr. Dashwood e como era costume na época, a propriedade e bens foram para John, o filho mais velho do primeiro casamento. Porém antes de sua morte ele fez seu filho prometer ajudar sua madrasta e suas três meias-irmãs, para que não ficassem desamparadas.  Incialmente ele até ajudaria suas irmãs, mas graças a sua adorada esposa (que não é nada manipuladora) ele reduz significativamente a quantia para as meninas e elas acabam tendo que se mudar para o interior, devido à nova condição que se encontram.

Agora a Sra. Dashwood e as três meninas Elinor, Marianne e Margareth partem numa longa viagem para conhecerem seu novo lar em Devonshire. O foco será principalmente em tratar dos opostos das duas irmãs mais velhas, Elinor e Marianne, enquanto a primeira tem controle sob seus sentimentos e atitudes, e a segunda é intensa em tudo – de onde vem o nome do livro Razão e Sensibilidade.

“Às vezes somos guiados pelo que dizemos de nós mesmos e com muita frequência pelo que outras pessoas dizem de nós, sem que paremos para refletir e julgar.”

Em Devonshire ambas irão conhecer e se aprofundar no amor e nas surpresas e amarguras que ele trará, e através dos olhos delas teremos a percepção de como cada uma analisa a situação e reage. Embora muitos acreditem naquele final clássico, Austen irá nos mostrar o que realmente é uma história daquela época com todas as reviravoltas que podemos enfrentar.

“Não é o tempo nem a oportunidade que determinam a intimidade, é só a disposição. Sete anos seriam insuficientes para algumas pessoas se conhecerem, e sete dias são mais que suficientes para outras.”

Jane irá tratar do cotidiano da sociedade na qual ela viveu, com todas as criticas e ironias nas entrelinhas, iremos mergulhar no século XIX e ver os diferentes tipos de personalidades que cada mulher retratada no livro apresenta ao longo da narrativa, na construção e amadurecimento das irmãs onde vemos que às vezes não adianta ser um extremo, precisamos ceder um pouco à sensibilidade e saber a hora de dar à voz a razão.

A edição que possuo vem com as três histórias mais lidas da autora, Razão e sensibilidade, Orgulho e Preconceito, e Persuasão.  Só posso declarar que todo leitor deveria mergulhar no universo de Jane Austen e conhecer a escritora que se perpetuou por gerações em seus escritos. 



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