terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

A Garota Do Calendário - Fevereiro






"Vou ajudar você. Esse projeto, Amor a óleo, vai ser uma válvula de escape. Nós dois, perante os olhos do espectador, vamos encontrar a paz para você. E eu vou lhe mostrar, através da arte, quão perfeita você é."

Comecei a série A Garota do Calendário há um tempo e após Janeiro e meu surto de fangirl, precisei de um tempo para voltar à série com uma nova “visão” da história.

Como falei na resenha de A Garota do Calendário - Janeiro, Mia Sauders é uma garota de 24 anos que se propõe a ser acompanhante de luxo por 12 meses, com o único objetivo salvar sua família. Mas como assim, Débora? Basicamente, o pai de Mia tem uma divida de jogo digamos, “grandinha”, com um agiota barra pesada da área e que ameaça não apenas a vida de Mia, mas como a de toda sua família. É por isso que ela decide trilhar esse desafio para salvá-los.


No mês de Fevereiro Mia vai para Seattle, onde será a acompanhante do artista francês, Alec Dubois, que, diga-se de passagem, é lindo de morrer. 

O choque na realidade de nossa protagonista já começa no momento em que ela chega ao local onde passará os próximos 24 dias. De cara, Mia se depara com um estúdio de arte onde basicamente, todos, repito, todos os modelos estão nus. Sim, pelados. Como vieram ao mundo. E é nesse primeiro momento que Mia começa acreditar que se meteu em uma enrascada... Até ela descobrir que o olhar e a arte de um artista falam bem mais que mil palavras.

Preciso lavar minha alma e dizer que por muitas vezes o francês me irritava e não estou falando do idioma e sim o personagem. Alec, por inúmeras vezes, não me ganhou. Mesmo com a sua excentricidade e paixão artística, não me conquistou: eu o achava repetitivo e por vezes, chato. Mas, preciso admitir que houve momentos em que fui muito fã desse homem e não é pelo que todos estão pensando; não é o fato de ser gato ou as cenas hot que me chamaram a atenção. Alec me ganhou quando trouxe à tona, sutilmente, a realidade para Mia, mostrando que ela é muito mais do que enxerga de si mesma. Ele consegue trazer cor – desculpem o trocadilho - à vida e à realidade dela.

Mia, por sua vez, era um mix de emoções do começo ao fim do livro. Muitas vezes tive vontade de sacudi-la e dizer: Mulher, acorda!! Mas houveram bons momentos em que ela precisava de abraços. 

A Garota do Calendário – Fevereiro, trouxe com muito respeito e sutileza um problema comum e cotidiano na vida das pessoas: ausência de autoestima. Audrey trouxe o tema com um realismo incrível, mostrando as marcas de Mia desde jovem e que ela carrega até hoje. Alec a fez enxergar através de sua arte e de seu amor que ela vale sim e muito e, principalmente, que ninguém vai amá-la mais do que ela mesmo e que ela deve se permitir também se amar e ser amada. 



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