terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Encontrada



Antes de começar essa resenha, já aviso de antemão que existem SPOILERS do primeiro livro. Se você não leu "Perdida", clique aqui.

Agora, vamos lá!

"Meu amor, não existe certo ou errado aqui. Somos apenas nós dois, você e eu, começando uma vida juntos. Vamos errar algumas vezes, acertar outras, mas, se estivermos juntos, tudo acabará bem. É assim que tem que ser. É assim que será. Confie em mim."

Chegamos ao segundo volume da série, "Encontrada", e eu preciso dizer que se você, assim como eu, já amava esse casal, se preparem para se apaixonar ainda mais. Neste livro, Sofia volta ao passado para viver seu amor com Ian. Tudo perfeito, já que enfim nosso casal terá, FINALMENTE, o seu “felizes para sempre”, mas nunca é tão simples com Ian e Sofia, né?


O casamento já começa, digamos, “fora dos padrões” da época, mas bem a cara desses dois: lindo, romântico e único – acho que essa palavra define bem. Até aí tudo perfeito, né? Nem tanto. Na recepção do casamento, eles recebem uma visita muito “querida” – mala - da tia de Ian, Cassandra Clarke e seu filho Thomas Clarke II e como já era de se esperar, a tia do noivo não vai nem um pouco com a cara da noiva. E é com essa xicara de climão que o nosso casal começa a vida de casados.

Viver com Ian e ser de fato sua é o que Sofia mais almejava na vida, mas ela só não contava que ao se tornar a senhora Clarke, ela ganharia muitas responsabilidades e que também seria tão avaliada pela sociedade. Com costumes e opiniões divergentes da época, Sofia se vê em maus lençóis para se adaptar à sua nova realidade, viver o amor de sua vida, ser uma boa irmã para a cunhada e, principalmente, lidar com isso tudo sem denegrir a imagem do marido. Agora, coloquem na balança também a tia mala do Ian pra encher mais o saco. Punk, não acham?

E é em meio a esse caos que Sofia ainda, pra ajudar, entende que seu dito marido está passando por uma crise financeira e parte da culpa é dela, afinal, Ian comprou todos seus vestidos, sapatos entre outras coisas, além do seu enxoval – uma responsabilidade que seria dela e de sua família. E é nessa crise de culpa que Sofia decide levantar dinheiro para ajudar o esposo. Pausa para treta: UMA MULHER TRABALHANDO NO SECULO DEZENOVE!! Sim, é isso mesmo. Sofia decide então arranjar uma forma de levantar seu próprio dinheiro para, de certa forma, ajudar Ian com os gastos. Já sabem que vai dar B.O, né? Só um aviso: prestem muita atenção nessa forma de ganhar dinheiro, pois no futuro isso tudo fará sentido e será muito importante na trama.

E nessa confusão toda ainda teremos que lidar, junto com Sofia, com uma maldição assombrando a vida de todas as mulheres, uma tia metida a casamenteira e intrujona e mais ainda o risco de se perder o amor da sua vida.

Carina Rissi é uma das autoras que me deixa de cabelos em pé, tal é o meu desespero em algumas cenas. Amar esse casal é umas das tarefas mais fáceis que se pode ter, de tão maravilhosos que eles são. Sofia é uma mulher totalmente do nosso século: Tempestuosa, corajosa, impulsiva e independente. Ian, por outro lado, é o sonho de consumo da população feminina mundial: doce, corajoso, sensível e gato. Já disse gato?  Mas, acima disso tudo, o que me encanta nesse casal é que mesmo em meio a um milhão de confusões, o amor dos dois só parece fortalecer.

Saber viver um amor é algo incrivelmente lindo, ler sobre o amor, é algo que nos traz esperança como leitoras. Sofia e Ian carregam essa missão em cada linha do livro e que reverbera por toda a série: a de que todo mundo merece seu “felizes para sempre”.




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