quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Um Perfeito Cavalheiro





Oi meus amores, eu voltei com o terceiro livro da família Bridgerton, com os oito irmãos mais incríveis e que nos fazem dar altas gargalhadas. E se você ainda não ouviu falar deles, minha pergunta é: Em que mundo você vive? Hahaha. Então antes de receber alguns spoilers é melhor você conferir a resenha dos livros anteriores, O Duque e Eu e O Visconde que me amava. Então chega de enrolação e vamos à resenha!

Mais conhecido pela sociedade como Bridgerton n°2, Benedict está um pouco insatisfeito com sua vida, ou melhor, em como a pessoas o veem. Por todos os irmãos serem muito parecidos, a sociedade acaba por vê-los como um “ser igual” de modo bem geral, porém ele quer encontrar e mostrar sua individualidade em meio aos mesmos cabelos fartos e castanhos de seus irmãos. 

Sophie Beckett, é filha bastarda do falecido Conde Penwood, embora nunca tenha sido reconhecida como tal ela tinha uma vida boa como sua pupila, mas como a felicidade de pobre dura pouco, ela acabou se tornando uma escrava/criada nas mãos da viúva de seu pai, que jamais aceitara que a menina vivesse debaixo do mesmo teto que ela e suas duas filhas, enteadas do Conde. 

“Ela se sentia uma princesa – uma princesa audaciosa – e, assim que ele a convidara para dançar, ela pusera a mão na dele. E, embora soubesse que tudo aquilo era uma mentira, que era a filha bastarda de um nobre e a criada de uma condessa, que seu vestido era emprestado e os sapatos, praticamente roubados, nada parecera ter importância quando os dedos dele se entrelaçaram.”

A chance de ser outra pessoa por pelo menos uma noite surge  na frente de Sophie com um baile de máscaras. Ao ver uma misteriosa mulher entrando em sua casa, Benedict de certa forma soube que sua vida não seria mais a mesma. E mesmo com todos os esforços para descobrir quem ela é, sua última chance se esvai ao bater meia-noite, que era a hora de tirar as máscaras, pois Sophie foge antes que seja descoberta por ele e sua madrasta. Ele passa meses procurando por ela, mas infelizmente Sophie já havia deixado Londres após ser expulsa de casa.

Sophie encontrou um novo emprego, mas ela jamais imaginaria que alguns anos depois encontraria seu príncipe naquele lugar. Principalmente que ele a salvaria de uma tentativa de estupro. Só que tem um porém... ele não a reconheceu. E agora? Qual será a melhor decisão para Sophie? Contar que ela é a dama misteriosa, embora não seja uma bem-nascida ou ficará em silêncio e fingir que eles jamais se encontraram?

"-Você tem a língua muito ferina pra uma criada. - Sinto muito - disse Sophie com rapidez. Ela precisava lembrar qual era o seu lugar. Mas era muito difícil fazer isso com aquele homem, o único membro da sociedade que a havia tratado como uma semelhante. - Eu falei isso como um elogio - retrucou Bennedict - Não se reprima por minha causa."

Vocês já conseguiram perceber com que clássico conto de fadas essa história parece, não é? O interessante desse enredo, diferente dos demais, é que Julia Quinn vai nos mostrar a visão de uma personagem que não pertence à alta sociedade. Nós veremos como essas crianças sofrem por serem bastardas, e mesmo que elas tenham sangue nobre elas jamais “poderão pensar que são como eles”. 

A abordagem de um dos problemas da época é algo que nos faz lembrar que nem sempre essa sociedade, pela qual nos apaixonamos em vários romances de época, é tão perfeita assim. O próprio Benedict nos apresenta esse preconceito durante uma parte do enredo, pois ele sabe que de acordo com o pensamento da sociedade ela não é uma mulher para casar, apenas poderia ser uma amante. 

Analisando sob a vida dele, vemos a busca de encontrar o “seu eu”, onde Benedict não quer ser visto só como mais um Bridgerton e sim como um homem que possui qualidades, defeitos e habilidades diferentes de seus irmãos. 

Não tem como você não se apaixonar por uma versão mais dramática e realista de Cinderela, embora eu continue sendo apaixonada por Colin Bridgerton – que consegue roubar a cena nos breves momentos que aparece em cada livro da história de seus irmãos –, não posso falar que Benedict ficaria para trás. Pensando bem, cada um dos irmãos tem um detalhe que fará você se encantar e se apaixonar, e bem o Bridgerton n°2 acredito que seja a sua alma de artista e de protetor. 



Nenhum comentário:

Postar um comentário