segunda-feira, 5 de março de 2018

A Garota Do Calendário - Março



Aviso: Se você não leu as resenhas dos dois primeiros meses, clique aqui: A Garota do Calendário- Janeiro e A Garota do Calendário - Fevereiro.

PRECISO DIZER: QUE LIVRO FOI ESSE, AUDREY CARLAN?

“– Se sacrificar durante um tempo – ele disse – é o que se faz quando se ama alguém. Você coloca as necessidades do outro acima das suas, e um dia o outro vai fazer o mesmo por você.”

E chegamos ao terceiro livro da série A Garota do Calendário e em março, nossa garota será enviada para Chicago, onde terá a difícil missão de ser a “noiva” de Anthony Fasano (Tony), o homem lindo de morrer que é dono de uma das maiores cadeias de restaurantes italianos, além de ser um ex-lutador. Pensem no colírio para os olhos! Pensaram? Mas, antes que Mia pudesse sonhar que teriam alguma diversão enquanto “eram um casal”, ela é surpreendida com a noticia de que seu “noivo” é comprometido.


Ok, Débora. Então por que ele não apresenta a pessoa com quem de fato tem um relacionamento? A resposta é péssima, então, me desculpem. Anthony é gay, mas é filho de uma família tradicional italiana que sonha com rebentos e uma linhagem sólida, e um relacionamento com um parceiro não é bem o que a família espera dele. 

Mas eu preciso dizer logo de cara: Não tem como não se apaixonar por Hector, o amor da vida de Tony. Pensem num cara que ama de verdade, sabem? Ele ama tanto seu parceiro, que por inúmeras vezes abre mão da própria felicidade por ele. E é nessa confusão que dona Mia está metida.

Durante boa parte do livro você sentirá vontade de pôr esses dois em um potinho, já que Anthony, por sua devoção e respeito profundo à sua família, muitas vezes esquece-se de si mesmo, do que é realmente importante em sua vida. Hector, por outro lado, acabaria no potinho por seu amor incondicional e por sua lealdade que nunca falha. 

Também aviso a vocês que, por inúmeros momentos, vocês também vão se irar como eu, porque é difícil não se solidarizar e não se enfurecer contra tal repressão. É difícil compreender que em um século tão atual, as pessoas ainda se prendam a essa “rigidez tradicionalista” que impede pessoas como esse dois de serem felizes. Audrey foi incrível ao levantar essa temática que é ainda tão real e presente, pois existem sim vários Anthonys por aí que se escondem debaixo de uma máscara para alegrar gregos e troianos. Eu, sinceramente, espero que esse livro caia nas mãos desses muitos que estão pelo mundo e que eles vejam como Mia mostrou ao nosso casal que a vida é curta demais para não ser vivida como queremos e merecemos.

Eu assumo que amei muito o mês de Março, nele não apenas Mia levou algo pra si, como também ensinou, e isso me surpreendeu. Outro ponto que eu adorei em Março foi o fato de que, neste mês, Mia não se envolveu com o cliente, retirando um pouco do estigma de que o livro só se tratava de sexo e nada mais. 

Mia aprendeu que amar alguém às vezes requer sacrifício e ensinou aos nossos meninos de uma forma muito doce, que às vezes para se amar de verdade é preciso se arriscar a quebrar as barreiras impostas pela sociedade e, principalmente, por nós mesmos. 

E eu preciso dizer uma coisa pra vocês senão eu tenho um treco: PREPAREM O CORAÇÃO, PORQUE TEREMOS UMA VISITA ILUSTRE NESSE LIVRO!! #SURTODEFANGIRL

Finalizo essa resenha com uma nova certeza: até o momento, Março é meu livro favorito da coleção.


Nenhum comentário:

Postar um comentário