terça-feira, 13 de março de 2018

Cemitérios De Dragões






Há dois anos eu tento ler esse livro, mas sempre surge algo que me impede... E finalmente quando eu consegui, me perguntei: POR QUE FOI QUE DEMOREI TANTO? Sem contar que quando entrei nesse universo só conseguia pensar: Pronto, fui jogada em Caverna do Dragão e agora eu tenho que, junto com os personagens, descobrir como fugir desse universo infestado de gigantes, orcs, homens-leão, anões, e outros seres, haahahaha!

A historia conta a respeito de cinco terráqueos de origens diferentes que foram “raptados” do planeta terra e jogados em uma nova realidade. Sem muitas lembranças do que aconteceu, eles terão que fugir das mãos dos dracônicos (seres demoníacos) e tentar desvendar o motivo de terem parado ali e como farão para voltar ao seu lar. 

Um soldado do exercito americano, uma garçonete irlandesa que sabe lutar, um dublê francês que parece um acrobata, uma guerreira africana e um hacker oriental nascido no Brasil, são o grupo mais contraditório que Raphael Draccon poderia escolher. Cada um com sua história, problemas, personalidades e diferenças, terão que sobreviver e aprender a usar as armas avançadas desse local para vencer o demônio-Rei e acabar com a guerra.  
A princípio, eles vão seguindo seu próprio rumo para desvendar o mistério de terem parado ali, mas em determinado momento seus caminhos irão se cruzar... E é ai que a bomba vai explodir!

Como a narrativa vai trocando de personagem pra personagem em cada capítulo, de início me perdi um pouco, mas depois peguei a “manha” e enquanto eu lia o que estava acontecendo com Derek, por exemplo, eu já estava ansiosa para terminar a parte dele e descobrir o que ia acontecer com Ashanti. 

Embora cada personagem tenha uma carga histórica que faz você entendê-lo e gostar dele, foi o Daniel que se tornou meu favorito; não por ele ser o brasileiro, mas o cara é um nerd, hahahahaha, não tinha como eu não curtir os momentos em que ele aparecia em cena. 


 “A expressão dela se fechou. Derek sabia que se ela tivesse outro tipo de personalidade, naquele momento ela teria chorado. – Já deu para perceber que a nossa vida era difícil, né? Quer dizer, nada como ser perseguida numa floresta pelo tabuleiro do Jumanji [...]”

O melhor desse escritor brasileiro são os momentos nerds que ele acaba deixando pelo caminho: não tive como não sentir nostalgia e dar boas gargalhadas com as referências à Naruto, o CEO da Nintendo, Harry Potter, Matrix, Pokémon e Resident Evil e diversos outros.

“Dentro da armadura de metal-vivo banhada em sangue de dragão, Derek sabia o que aquilo significava. E a responsabilidade do que aquilo significava. Havia nascido o primeiro caçador de dracônicos. Havia nascido o dragão escarlate. Havia Nascido o ranger vermelho.”

E quando eu olhei para o marcador do livro e para essa cena pensei: Pronto! De Caverna do Dragão fui parar em Power Rangers... Com um enredo que mistura alguns toques clássicos de nossa infância mesclado a um cenário surpreendente de dragões, magia e mitologia, posso firmar que  deixará qualquer leitor vidrado do inicio ao fim nessa história. Estou super ansiosa para pegar o segundo livro, porque o final me fez ficar sem unha para roer, hahahahaha! 



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