quinta-feira, 22 de março de 2018

Clássicos De Quinta: O Xangô De Baker Street




“Só consigo a simplicidade com muito trabalho” – Clarice Lispector


Quis começar com essa frase da Clarice Lispector, por achar que ela represente a personalidade de Jô Soares como autor, pois ele tem essa rara capacidade de criar uma obra perfeita com toda delicadeza, elegância, mas sem deixar de lado a simplicidade.


Admiro muito todo o estudo histórico que ele se dispôs a fazer, para formar um cenário fictício com todos os detalhes daquela época e todo o movimento histórico. Inclusive, incluindo as reportagens que saíam nas colunas de jornal.

Sherlock Holmes no Brasil? É uma pena não ser verdade!  Com todos os crimes e problemas atuais, necessitamos de um profissional inteligente e competente como ele. Porém, o roubo de um violino e alguns assassinatos são os responsáveis por trazerem para o Brasil o maior investigador da história literária. Sherlock Holmes e seu companheiro, Dr. Watson, foram convidados ao nosso país pelo imperador D. Pedro II para que, ao lado de Melo Pimenta, resolvessem todo o caos causado por um serial killer que corta as orelhas e deixa um fio de violino nos pêlos pubianos das suas vítimas, como assinatura de seus crimes.

Além do trabalho histórico admirável, temos toda a leveza da escrita do Jô contrastada no texto com as fortes sequencias das mortes de cada vítima, entremeadas pelas piadas dos personagens, quase que para nos distrair no momento seguinte. Além de toda elegância pela qual eu, particularmente, me apaixonei. 

Então, fica a dica de leitura a todos, eu acredito que assim como eu, todos irão amar a obra do Jô.



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