quinta-feira, 8 de março de 2018

Clássicos De Quinta: Os Miseráveis




Estava em casa pensando em um bom clássico para retornar a resenhar, e conversando com uma amiga do blog ela falou "Cláudio eu percebi que você nunca fala de obras e autores internacionais" e realmente a Camila estava certa. Sou um defensor da literatura nacional extremamente devoto e acabo esquecendo dos grandes pensadores de fora que também inspiram os nossos autores e a nós leitores. 

Dias depois entrei em um ônibus e um homem entrou pedindo ajuda, no mesmo instante viajei em meus pensamentos e lembrei de uma obra  de Victor Hugo que se transformou em um grande clássico da literatura francesa: Os Miseráveis. 

Ao me lembrar da obra naquele ônibus pude retornar a leitura, e me surpreender e emocionar novamente com ela. 

"Seja bem vindo de volta! Mas agora não deve levar apenas os talheres que lhe dei: leve também os dois castiçais de prata que poderão lhe render um bom dinheiro"

Quis destacar essas palavras do monsenhor, que é um personagem que para os leitores céticos e incrédulos é utópico mas para os religiosos um homem inspirado por Deus. Porém, independente das ideologias uma coisa não se pode negar: temos um "personagem exemplo". 

Temos também no livro um personagem que pela desigualdade social, foi preso e condenado ao ser pego roubando um pão, e quando  retorna a cidade sofre todo o preconceito que poderia receber de uma sociedade ignorante e hipócrita, porém, mesmo recebendo a ajuda do monsenhor ele furta seus talheres de prata, e toda a cidade se aproveita do ocorrido para julga-lo mais uma vez. 

Mesmo assim o monsenhor dar uma lição de solidariedade, respeito, caridade, amor, e todas essas palavras inventadas para definir um ato intencionado a guiar transformação de um ser humano.

Assim se inicia a história de um romance, que analisa a natureza da bondade, da maldade e  com um grande mergulho nessa crítica social feita por Victor Hugo, nos permite  conhecer essa obra incrível que mereceu se tornar um clássico da literatura francesa e Mundial, além de conhecer Jean Valjean, que pra mim é um dos personagens mais interessantes da literatura ocidental.



Nenhum comentário:

Postar um comentário