sexta-feira, 16 de março de 2018

Não Pare!





Eu jamais tinha ouvido falar na FML Pepper e na Trilogia “Não Pare!” até que a própria autora me convenceu a ler sua obra, no meio de um encontro literário, totalmente por acaso! Nunca tinha adquirido um livro assim tão “no escuro”, mas ela foi tão convincente, que comprei o primeiro volume, prometi dar minha opinião assim que acabasse e voltei para casa com aquela sensação boa de quem vai para a cama com uma história novinha em folha para ler e relaxar antes de dormir!

“Relaxar”. Claro. Se por relaxar vocês entenderem como ser arremessada num carrinho desgovernado sobre trilhos, numa descida íngreme, dentro de um túnel escuro no qual você não vê a saída e nem como vai acabar. Tenham em mente que essa é a ideia de FML Pepper para vocês, leitores desavisados como eu, quando forem ler sua estreia no mundo literário nacional. Minha ingênua ideia era ler uns três capítulos para ver do que se tratava, já que a sinopse entrega pouquíssimo da narrativa – o que é ÓTIMO – e ir dormir na santa paz de Deus. Quatro horas depois eu estava sentada no meio da minha cama, acordada, com uma leve camada de suor na testa e digitando furiosamente para a autora no Messenger do Facebook. Outra vantagem, aliás, de ser leitora da Pepper: ela funciona com pouquíssimas horas de sono e a possibilidade dela estar acordada, online, e te responder no meio do seu surto por conta do que acabou de ler, é altíssima. 


Afinal, depois dessa enorme introdução, do que se trata essa história? Vou tentar dizer o mínimo possível, porque descobrir o mundo criado por ela faz parte da experiência e da graça de ler “Não Pare!”. A protagonista é Nina Scott, uma jovem de quase 17 anos, que vive uma vida nômade pelas cidades do mundo com sua mãe Stela, que trabalha no ramo da Oftalmologia. No meio da praça Dam, em Amsterdã, temos o primeiro vislumbre da existência angustiante de Nina, quando ela tem uma experiência de quase-morte pelas mãos de um artista de rua. Não é a primeira e nem será a última que testemunharemos, mas é o gatilho usual para sua mãe empacotar a filha e sumir com ela pelo mundo, dessa vez retornando a um lugar amado por ambas: Nova York. 

Tudo o que Nina quer é ser NORMAL: terminar o ano escolar no mesmo lugar, fazer amigos, arrumar um emprego de meio-período e sonhar com o baile de formatura. Tudo isso lhe tinha sido negado pelas andanças de sua mãe pelo mundo por conta do trabalho e pelos estranhos acidentes que a perseguem. Em Nova York, a mãe promete que dessa vez ficarão e é com alegria que ela se permite se aproximar de Melly, a bocuda melhor amiga cheia de tiradas, trabalhar na Barnes & Noble e admirar a coleção de alunos novos gatos que invadem seu colégio da noite para o dia, logo após sua chegada. 

Se a autora fosse do tipo comum, teríamos aqui estruturado um típico YA com seus elementos clássicos mais conhecidos: ambiência escolar, gatinhos disputando a protagonista ignorante de sua atração ao sexo oposto, uma sidekick engraçada e fim. Os primeiros capítulos até te fazem esquecer o sinistro episódio em Amsterdã, até que olhos azuis-turquesa, debaixo de grossas sobrancelhas negras como os cabelos, pele branca marcada por cicatrizes e uma péssima atitude bad boy num corpo esculpido, aparecem em cena. Este é Richard e guardem este nome, porque sua chegada precipita não só a explosão dos hormônios de Nina, mas as mais insanas sequencias de acontecimentos. Se preparem para perseguições em cima de motos, brigas debaixo de chuvas torrenciais, viagens para lugares como Roma e Tunísia, lutas de espadas no deserto, uma lenda milenar...

 “Não Pare!” possui uma desenvoltura e originalidade na construção de seu próprio universo tão grande, que não parece o primeiro livro escrito por uma autora. A mocinha não é a eterna “florzinha irritante” que necessita ser salva o tempo todo pelo macho alfa – embora essa, REALMENTE, precise de ajuda, como vocês logo verão! -, mas é dona de um gênio do cão, cheia de personalidade e é incapaz de escutar um “não” como resposta. 

Richard, o macho alfa em questão, não fica muito atrás, pois é mandão, cabeça-quente, obscuro, cheio de segredos, sexy e é a Morte. Pois é. Nunca o Ceifador pareceu tão atraente sem perder sua essência de tirar vidas humanas. Não pensem que por conta de Nina ele virará uma espécie de Romeu bizarro, declamando poemas debaixo de uma sacada, enquanto luta contra sua missão, ou que Nina vai perder metade das suas células cerebrais e não tentar tomar de volta o agendamento de sua vida o tempo todo. Com um ritmo frenético, de deixar o coração na boca o tempo todo, você vai voar sobre as páginas e terminar como eu: Escrevendo para a autora em caps lock, de madrugada!

Mais sobre a história eu não digo. COMPREM E LEIAM!



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