quarta-feira, 21 de março de 2018

O Lado Bom da Vida




"Estou praticando ser gentil em vez de ter razão"


Sempre que lemos um livro, esperamos alguma coisa dele; que talvez nos divirta, nos distraia dos problemas da vida ou nos ensine alguma coisa com aquela história que o autor se dispôs a escrever e compartilhar com outras pessoas. Muito do que eu esperava com esse livro não foi alcançado, outras coisas, por outro lado, foram simplesmente ultrapassadas.


Pat era um professor, estudioso e marido apaixonado. Porém, por motivos que atualmente ele não se lembra quais são, foi internado em um hospital psiquiátrico, privado da sua vida e da presença da sua amada Nikki. A única coisa que ele sabe é que antes, ele era “normal”.

A memória de Pat sobre quase tudo que levou ele a ser internado não existe, é como se uma parte do livro da vida dele tivesse sido apagada e os poucos lampejos de memória que ele ainda têm, são pequenos textos em páginas aleatórias. Tudo o que ele mais deseja é voltar para vida que ele tinha com sua esposa.

A história começa quando a mãe de Pat vai buscá-lo no hospital, para que ele continue o tratamento perto de sua família. Quando chegam em casa, todos estão esperando ansiosos, muito tensos com as reações que ele poderia ter, mas percebem que ele está relativamente bem. Pat que não entende por que tantas coisas mudaram na sua vida, só quer saber onde está sua Nikki, porque eles não podem ficar juntos e porquê toda a família dele evita tocar no assunto.
É em um desses reencontros, um jantar na casa dos seus amigos, que Pat conhece Tiffany, a mulher que mesmo sem ele saber, vai mudar tudo.


"O mundo encontrará várias e várias maneiras de te machucar, mas você vai encontrar uma pessoa que te traga tanta felicidade e que te ame tanto que as feridas do mundo não vão mais te atingir, porque ela te protege, ela te ama, e acima de tudo você ama ela."


Eu, sinceramente, me apaixonei pelo livro quando comecei minha leitura. Acreditava que por ser narrada por Pat, um cara com problemas e poucas memórias, ele seria um livro complicado e difícil de acompanhar, mas tudo o que eu fiz foi me divertir e aprender com ele ao mesmo tempo. A escrita de Matthew Quick é tranquila, às vezes conturbada, mas fácil de acompanhar e muito empolgante nos momentos certos.

O lado bom da vida é um daqueles livros que fala de muitas coisas sem que a gente perceba diretamente, como liberdade e controle sobre nossa própria vida, recomeços e o fato de que nem sempre nossa história vai tomar os rumos que a gente quer. Esses são pontos importantes na história e fazem a gente pensar e querer fazer algo por nós mesmos, incentivados pelos personagens.

Ele é um livro especial, sim. Tocante, também, e um livro daqueles que a gente sempre quer voltar a ler mais uma vez.



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