terça-feira, 6 de março de 2018

Par Perfeito




“Estivera certa em acreditar que um dia encontraria um homem que não se importaria se ela usasse cardigãs, andasse numa bicicleta vintage é preferisse fazer jardinagem a ir a boates. E agora ali estava ela, mais feliz do que jamais acreditara possível, sendo levada por ele é tomada nos braços de seu próprio par perfeito.” 

Eu sempre fico muito feliz quando pego um livro pra ler e ele consegue ganhar o meu coração depois o ter “julgado” pela capa. E na resenha de hoje eu vou falar de um desses livros, que apesar de eu ter imaginado que não conseguiria ler, me trouxe grandes surpresas e deixou meu coração quentinho de amor.

Par Perfeito da Eleanor Prescott, conta duas histórias distintas, porém que se conectam em alguns momentos importantes. Aqui, não teremos apenas uma protagonista, mas quatro. Sim, quatro mulheres! E em certo momento, um homem também. Pode parecer meio confuso, mas não é tanto assim, vou tentar explicar. 

Logo de cara conhecemos Kate e Lou, duas melhores amigas de personalidades completamente opostas. 

Kate é o tipo de mulher certinha, sistemática com relação a sua vida e seu trabalho, ela tem tudo planejado sobre todos os assuntos, inclusive, sua vida amorosa. Já Lou, é...bom, ela é a Lou! Decidida, ousada, inteligente e extravagantemente sexy, essa garota não tem medo de falar o que pensa ou de ser quem é – pelo menos é o que mostra para o mundo a sua volta –, para Lou, um lance de uma noite com um cara é suficiente, aparentemente ela não vê a menor graça em tudo o que Kate sonha em ter. 

Depois partimos para dupla Audrey e Alice que são parte da agência de relacionamentos “Mesa para Dois”. 

Audrey Cracknell é uma mulher durona, uma empresária de sucesso que começou sua agência do zero e tem o casamento perfeito. O problema é que os anos passaram e a cabeça de Audrey não acompanhou as mudanças, o que fez com que sua exigente personalidade tenha a tornado apenas antipática, do pior tipo, aquela que julga as pessoas e taxa todas como inferiores ou superiores dependendo de sua conta bancária ou aparência. (Não preciso dizer que não gosto dela né?)

Alice Brown – que é a minha personagem favorita – por outro lado, é uma pessoa doce, simples, sonhadora e romântica além da dose. Ela é uma das casamenteiras – uma brilhante casamenteira, por sinal – da agência e subordinada de Audrey, o que custa a ela muitas provações apenas por ela ser quem é, e amar sua bicicleta, seus cardigãs antigos e ser jardineira. 

Agora, John... Ele é a cereja do bolo, ele é um amor, um príncipe, definitivamente. Sem mais.

A história é a seguinte meus queridos leitores: nossa Kate, depois de ir a uma palestra da “Mesa para Dois” onde Audrey fala sobre as formas de se conseguir um bom namorado, decide que vai contratar a agência para conseguir encontrar o seu tão sonhado par perfeito, já que na cabeça dela, ela precisa construir a sua tão sonhada vida perfeita antes do 35 anos. Logicamente, sua amiga Lou é contra e tenta dissuadir Kate dessa ideia, mas incrivelmente não havia sido Audrey com seu falatório sobre as regras dos relacionamentos quem convenceu Kate e sim Alice, com sua simpatia e sentidos delicados para  ler as pessoas. E é nesse momento que a ligação entre as duas histórias começa. 

Cada capítulo do livro é destinado a uma das protagonistas, criando assim uma grande mistura e permitindo que a gente possa acompanhar todos os lados dos acontecimentos de acordo com as perspectivas de cada uma delas, as visões delas de toda a história e de si mesmas. E conhecer os pontos de vista delas mexeu comigo, a forma como elas eram mulheres de verdade, daquelas que a gente encontra nas ruas todos os dias, com seus problemas martelando na cabeça e seu coração martelando no peito, mulheres fortes, com personalidades diferentes, com conflitos diferentes, mulheres reais. E elas me inspiraram. 

Sinceramente, esse livro me deu um tapa na cara! Muitas vezes eu me peguei me forçando a ter empatia pelas personagens, já que elas pensavam e agiam completamente diferentes do que eu acredito (menos Alice, ela eu amei de cara), mas no fim eu simplesmente as compreendi, entendi seus problemas e suas inseguranças e aprendi com elas, aprendi muito mais do que imaginei. 

Par perfeito é daqueles livros que estão aí pra fazer isso com você, fazer você encontrar no outro um exemplo de vida. Ele fala de tantos assuntos importantes: amor próprio, amor ao próximo, competitividade no mundo dos negócios e como isso pode transformar você em uma pessoa que talvez você mesma não se orgulhe, mas tudo sem esquecer a parte romântica da coisa, afinal um dos pontos da história é esse, a busca por seu amor, pelo seu “felizes para sempre”, mas como isso também depende não só do outro, mas muito mais de nós mesmos, sendo homens ou mulheres,  de como não existe pessoas perfeitas mas existe, sim, aquelas perfeitas pra cada um de nós, o nosso Par Perfeito. 



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