terça-feira, 20 de março de 2018

Um Homem de Sorte



“Às vezes as coisas mais ordinárias podem transformar-se em extraordinárias, simplesmente se realizadas pelas pessoas certas.”

Ter um amuleto que traz sorte e proteção é o sonho de qualquer pessoa, muito utilizam pés de coelhos, trevo de quatro folhas, ferraduras, entre outras um milhão de coisas.  Mas já imaginaram usar uma foto como amuleto? Te deixei confuso né? Eu explico juro. Mas pra isso sejam bem-vindos a resenha de um dos meus livros potinhos do Nicholas Sparks, Um homem de sorte.
Logan Thibault nunca foi um homem de crenças ou superstições, até a sua terceira missão na guerra do Iraque, onde a sorte – por assim dizer – sorriu para ele e deixou uma lembrança. Para um fuzileiro, voltar vivo ou inteiro de um dia de patrulha é sempre motivo de comemoração, mas sobreviver a um ataque surpresa, isso sim, é uma vitória. E foi durante essa “vitória” que ele encontrou sua sorte em formato de fotografia, com uma bela jovem sorrindo. Aquela fotografia o encontrou e acabou por se tornar sua fonte inesgotável de sorte e esperança em meio a guerra. E foi por esse motivo que uma promessa foi feita: Se sobrevivesse aquela guerra, ele procuraria a garota para lhe agradecer. E é exatamente isso que Thibault faz, embarca em uma viagem a pé para a Carolina do Norte, apenas com um companheiro, o seu pastor alemão Zeus – AMO o Zeus, só pra deixar registrado.

Elizabeth Green – Beth – é a típica moça de cidade pequena, casou-se com o primeiro homem por quem se apaixonou, teve um filho que é a razão da vida dela, permaneceu casada pelo filho por alguns anos, até que se separou e voltou a morar com a avó Nana – QUE EU AMO PRA CACETA. Até ai, tudo certo né? Ela se livrou do cara, Ben – seu filho – já é grandinho e compreende a separação, ela não se dá bem com o ex-marido babaca. Vida parece normal né? Não. Não é. A vida de Beth ainda é a de um relacionamento abusivo, mas como assim se ela é separada?

Viver subjugada a alguém, pode ser considerado uma forma de abuso.

 Keith – ex-marido de Beth – é simplesmente um dos “herdeiros” do coronelismo da cidade onde moram. Como assim? A família Clayton simplesmente comanda tudo, desde a politica à policia da cidade. Mesmo separada de Keith ele ainda possui “certa autoridade” sobre a garota por um único motivo, Ben. Sempre que a coisa aperta, ou que Keith se sente ameaçado ele simplesmente vira o jogo e diz que vai tirar o filho de Beth. Já se ligaram que eu o odeio né? E se ligaram também que nossa garota teve um senhor dedo podre!

E é nesse caos que nossos personagens se encontram em um canil, mas não em um canil qualquer, no canil de Nana. E nesse momento a história começa e vemos uma mulher aprisionada aos seus medos e escolhas e um homem que busca paz ao retribuir toda a esperança de viver que essa mulher o deu através de uma foto. Já sabem que tem treta né?

Nicholas Sparks é um cara treteiro – desculpem, não achei outra palavra – ele simplesmente tem a fórmula pra acabar com a sua vida e ao mesmo tempo de dar uma nova guinada nela. Ok Débora, você definitivamente esta ficando louca. Não, eu não estou. Nicholas com seus capítulos curtos e intercalados entre os personagens nos faz compreender as particularidades, inseguranças e anseios de cada um deles. Thibault é um homem pra amar e simplesmente amar. Beth é uma mulher que precisa ser livre e plenamente feliz com a sua família. Mas a que custo? 

Esse livro não trata apenas de gratidão por uma fagulha de esperança em meio a destruição. Ele traz temas como relacionamento abusivo, liberdade, luto, perdão, busca por felicidade e amor, mas não apenas sobre o amor de um homem por uma mulher, mas sim o poder e força que uma mãe tem por amar seu filho. 

Um homem de sorte é isso, é mostrar ao mundo que as vezes mesmo em meio ao caos você pode ser feliz e você deve buscar sua felicidade por si, e se arriscar pra isso. E mais ainda, esse livro te mostra que a sua família sempre vai estar com você e por você, mesmo que de longe. 



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