sábado, 14 de abril de 2018

Hoje e Sempre





Neste quinto e último volume da série MacGregors, a história já começa tensa, com um dos personagens em estado grave no hospital. A família se reúne ao redor do seu ente querido nas salas de espera, mas o foco total é na matriarca, Anna MacGregor. Numa série de flashbacks, somos levados até a juventude dela e de Daniel, que, como comentei em minha resenha do primeiro volume (para lê-la, clique aqui), foi um casal que me deixou curiosa para conhecer melhor.

Os dois não poderiam ser mais diferentes: Daniel MacGregor nasceu na Escócia muito pobre, apesar do orgulho de descender de um antigo e respeitado clã. Passou por poucas e boas até atingir a idade de 30 anos, já morando nos Estados Unidos, quando decide que junto com seu segundo milhão, também quer uma esposa. Ela deve ser calma, obediente, de boa família e que lhe desse muitos filhos – quase a descrição de um animal de estimação, concordam? Rs. Já Anna Whitfield, apesar de ser uma moça de berço, sonha com uma carreira: é a única mulher na sua classe de Medicina e seu objetivo é se tornar cirurgiã, uma quebra de paradigmas para a sociedade daquele tempo. Daniel a vê e decide que quer Anna e como tudo o que ele quer, ele toma, parte pra cima da moça como o touro teimoso e mandão que é. Só que Anna não está minimamente interessada no escocês grosseiro e nem em mudar seus planos de vida por ele.

Alternando pontos de vista entre Anna e Daniel, nos divertimos bastante com a história, que achei curta demais para o meu gosto, infelizmente. Os dois não poderiam ser mais apaixonados ou diferentes um do outro e isso traz um charme enorme ao casal e nos rende muitos momentos de diversão com seus embates constantes. De fato, dessa vez, consegui enxergar motivos plausíveis para o amor e uma química entre eles, coisa que não senti de verdade entre Serena e Justin no primeiro volume, por exemplo. É clichê? Óbvio que é, mas Nora Roberts consegue fazer esse clichê funcionar e é isso que importa.

Nem tudo são flores, crianças. Se preparem para diversos momentos de muita raiva pelo machismo declarado de Daniel, seu preconceito com a ideia de Anna ser uma cirurgiã e o fato de seu comportamento beirar o de um stalker diversas vezes durante a fase de “conquista” de Anna, que, graças a Deus, tem aquela peculiaridade feminina sábia de manobrar o parceiro de maneira que ele não o perceba, o que ameniza um pouco nossa raiva dele, já que no fundo as coisas saem como ela quer mesmo. Aliás, apesar de gostar quando um livro foca no romance, senti que o lado médica de Anna poderia ter sido melhor explorado, ainda mais no contexto daquela época.

O bom dessa série também é que ela pode ser lida fora de ordem, como foi o meu caso, e isso não prejudica a história em si. Uma coisa é certa: Daniel e Anna possuem um charme magnético como casal que falta enormemente ao casal do primeiro livro. Recomendo a leitura!




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