terça-feira, 24 de abril de 2018

O Homem de Giz





Primeiro de tudo, quero dizer que nem tinha lido o livro ainda e já estava com medo do que me esperava. Não por conhecer sobre ele, mas justamente por nunca ter lido nada publicado do gênero até agora. E o melhor é que ele foi, LITERALMENTE, um presente!

“ Há certas coisas na vida que se pode alterar – o peso, a aprência, até o proprio nome –, porém há outras que são imutáveis, independentemente da força de vontade, do esforço e do trabalho árduo. São estas coisas que nos moldam: não as que podemos mudar, mas as que não podemos.”

A história é contada por Eddie Adams, um professor de 42 anos que mora em uma casa antiga, ainda na mesma cidade da sua infância e aluga um de seus quartos para Chloe – por quem secretamente tem algum interesse.

Eddie nos guia através de duas linhas temporais: uma no presente, 2016, e outra há trinta anos atrás, em 1986. Nesta última, somos apresentados ao verdadeiro mistério do livro: uma garota que havia sido encontrada morta e esquartejada, no meio da floresta, com o bônus de estar com a cabeça perdida por aí, e uma trilha de bonequinhos palito desenhados com giz branco.

A pobre assassinada havia sido encontrada por Eddie, Gav Gordo, Mickey Metal e Hoppo.
“ É um daqueles crimes que sempre provocam o interesse do público. Tem de tudo, creio eu: o protagonista estranho, os desenhos de giz assustadores e o assassino terrível. Deixamos a nossa marca na história – uma pequena marca em forma de homem de giz, penso com amargura.”

A trama toda é trazida para o presente, quando os meninos, agora homens feitos, recebem uma carta com um conteúdo no mínimo assustador: Um desenho de um boneco palito em uma forca e um pedaço de giz branco. É aí que Eddie percebe que algo está muito errado.

Ok, o livro é bom, afinal de contas? SIM! Ele é um daqueles que te deixam presa para descobrir tudo o que realmente aconteceu e quem é o culpado, mesmo que você tenha plena convicção de quem seja desde a primeira página do livro. A questão é que você precisa descobrir se está realmente certo. Mas, em algum ponto do livro, essa sede por saber o final diminui junto com o ritmo do livro, mas, pelo menos para mim, isso não estragou a leitura de modo algum.

A história de C. J. Tudor, veio com uma escrita bem fluida e realmente fácil, que te leva a cada fato em qualquer um dos períodos temporais sem nenhum problema, misturando presente e passado e mexendo com a cabeça do leitor junto com a mente do personagem narrador.

Valeu a pena ter me arriscado a um gênero novo com um livro como ele, e é claro que eu quero que todo mundo leia ele também, né?




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