quinta-feira, 10 de maio de 2018

Clássicos de Quinta: Orgulho e Preconceito


"Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente."

No Clássico de Quinta desta semana teremos um dos romances mais aclamado e conhecido no mundo. Estou falando do romance de costume escrito por Jane – rainha – Austen, Orgulho e Preconceito.

Aqui somos levados a conhecer os Bennet, um casal que vive em Meryton, no condado de Hertfordshire, acompanhados das cinco filhas: Jane, Elizabeth, Mary, Catherine e Lydia. Cada uma com sua personalidade bem distinta, assim como os pais.

Uma família bem comum, não acham? Não! A mãe delas é uma das típicas casamenteiras da época. E é por causa dessa pequena – gigante – obsessão na busca de um bom casamento para as filhas, que começamos esse livro, mas com um foco especial não na filha favorita, Lydia, mas na rebelde e tempestuosa Elizabeth Bennet.

Lizzy, é uma das poucas personagens femininas que eu posso dizer que mora no meu coração. Ela é forte, decidia, esperta e espontânea, não se preocupa com o que as pessoas pensam sobre ela – na verdade ela faz graça com tudo o que, para a época, era visto como socialmente aceitável – mas se preocupa com o que pensam de sua família, e por mais que não concorde com as loucuras que suas irmãs e sua mãe fazem e falam, sempre está pronta para defende-las de qualquer coisa.

Do outro lado temos o orgulhoso e distante Fitzwilliam Darcy, ou apenas, Sr. Darcy – o boy magia da vida –, que é completamente o oposto de Lizzy. Mas um aviso aos navegantes, no decorrer do livro nós aprendemos a gostar dele a medida em que ele vai mudando e amadurecendo. Tradução: Vamos nos apaixonar por ele!

 A antipatia inicial que surge entre eles logo que se conhecem é quase cômica, na minha opinião, talvez por ver que apesar disso os dois instigam um ao outro um interesse igualmente instantâneo, o que não impede de a personalidade oposta que os personagens possuem nos presentear com diálogos que vão muito além de uma simples discussão de jovens teimosos e apaixonados.

A história desse livro fala sobre amor, sim. Mas quem conhece Jane Austen sabe que ela não brinca em serviço. Jane, não nos deu apenas um romance, ela nos trouxe vários temas icônicos que envolviam a sociedade local, tais como: casamentos por conveniência e não por amor, preconceito por classe social, posicionamento da mulher na sociedade, favoritismo familiar, dentre tantos outros.

Esse é um dos motivos que sempre me encantaram na escrita de Jane, afinal ela viveu no século XIX, e mesmo naquela época difícil para uma mulher, ela se posicionava, criticava e defendia seus ideais. Orgulho e preconceito é uma de suas obras mais vivas ainda em nosso século, mulheres ainda lutam por seu posicionamento na sociedade, lutamos ainda por um fim na distinção social e ainda acreditamos no amor e na família. 




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