segunda-feira, 18 de junho de 2018

Ligeiramente Casados





E a louca dos romances de época chegou Braseeel!! E o romance da vez é de uma autora que ganhou meu coração e conhece-la foi uma incrível surpresa, estou falando de Mary Balogh e da série Os Bedwyns, que por sinal vamos começar aqui. Sejam mais que bem-vindos ao primeiro livro da sério, o romance Ligeiramente Casados.

Como todo mundo sabe, no século XIX era uma coisa muito comum o casamento por conveniência, mas esse foi o casamento mais emergencial que eu já li nesta minha humilde experiência como leitora de romances de época. Mas como assim? Vocês já imaginaram que uma promessa teria o poderia mudar totalmente sua rota de vida? Não estou explicando nada né? Ok, vamos do começo.

Aidan Bedwyn é um coronel muito querido e renomado do exército inglês que durante o período de batalha perde um dos seus companheiros e amigo, o capitão Percival Morris. Em seu leito de morte o capitão pediu a Aidan que fosse ao encontro de sua irmã para ele lhe contar a notícia em pessoa e pediu mais, que cuidasse dela a qualquer custo. Lembram do que eu disse sobre o poder uma promessa?

Do outro lado encontramos Eve Morris – sou apaixonada por ela – uma mulher doce, inteligente e independente – foco no independente – que faz de tudo para cuidar e proteger os seus. Eve é a típica pessoa amada pelo mundo por ter um coração de ouro. Ela sonha com seu “felizes para sempre”, mas aceitaria perde-lo de bom grado por amor a sua família.

Ok, Débora, mas como diabos esses dois vão se conhecer, ou melhor, como diabos eles vão se casar?

Vamos devagar, que eu explico tudo.

Aidan era um homem de palavra e como tal, foi até Eve para contar a notícia do falecimento de seu irmão. O que ele não esperava era que Eve não sofreria apenas a perda de seu irmão, mas o risco de perder toda sua fortuna e sua casa, por uma regra testamentária do pai que diz que: ou ela casa até o aniversário de morte dele, ou perde tudo para seu primo – babaca – que assim que assumir o Solar expulsará todos da propriedade. Já sabem que não gosto dele, né?

Sem muitas alternativas e com uma promessa pesando sobre seus ombros, Aidan oferece a Eve uma proposta que a salvará da ruina: Um casamento por conveniência. Assim ele salvaria a propriedade da garota, cumpriria sua promessa a seu amigo e poderia voltar para sua família e para os campos de batalha em paz.

É né gente, mas a vida nunca é simples assim, e as fofocas até mesmo nessa época eram coisas rápidas – tipo MUITO MESMO – e a notícia de seu casamento com a senhorita Eve, chega a família Bedwyns e é aí que o cerco aperta.

Afinal, ninguém esperava um casamento, muito menos os noivos.

Mary Balogh me conquistou desde a primeira página deste romance, mas por que? Porque nada aqui foi fácil, o amor não surgiu com uma troca de olhares, não surgiu logo de cara. Ele surgiu aos pouquinhos, dia após dia, com um sorriso, um olhar diferente, uma atitude surpreendente. E foi por isso que eu me apaixonei. É sempre muito comum lermos que “eles viveram felizes para sempre” porque se apaixonaram e casaram por amor.

Aqui vemos um homem transtornado por uma promessa e uma jovem desesperada por defender sua família, ou o que restou dela. E que mesmo com tais circunstâncias e sem muitas opções se submete para defender quem ama. o interessante desse livro é justamente isso, é que nem sempre o que se espera acontece, que um casamento de conveniência pode trazer a felicidade, e que eles podem sim descobrir a felicidade e o amor no meio disso tudo. E principalmente perceberem que eles estejam bem mais que Ligeiramente Casados, quem sabe “ligeiramente apaixonados”?

Só um aviso se vocês se apaixonaram pelo Aidan, se preparem que essa família vai acabar com o seu, o meu e o nosso psicológico. Segurem o gancho no final do livro!! É SERIO!! 

Ah! E se eu indico a leitura? SIIM!! 



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