quinta-feira, 5 de julho de 2018

Clássicos De Quinta: On The Road




“Toda aquela velha estrada do passado desenrolava-se vertiginosamente como se a taça da vida tivesse sido entornada e tudo houvesse enlouquecido.”

A literatura está repleta de histórias que falam sobre liberdade, auto conhecimento e amadurecimento pessoal, talvez a grande maioria das histórias queiram simplesmente falar sobre isso de todos os pontos de vista possíveis e aceitáveis, e uma delas que talvez seja uma das mais importantes da literatura americana é o clássico de hoje: “On the Road” de Jack Kerouac.

O livro que é considerado a grande obra de Kerouac, publicado em 1957 – dez anos depois de ter sido escrito – ele conta a história de Sal Paradise – que é, nada mais e nada menos, que a versão literária do próprio autor –, e Dean Moriarty – que dizem ser Neal Cassady, amigo de Jack – em suas viagens pelo interior dos Estados Unidos e por um pedacinho do México.

Sal, é um escritor de Nova York que vive de forma certinha e está com dificuldades em continuar a escrever o seu livro até que conhece e faz amizade com Dean, um jovem completamente diferente dele.

Dean é irresponsável e livre, apaixonado por jazz e pela literatura. Mas é quando Sal resolve ir até Denver procurando se encontrar com seu amigo que eles decidem então botar o pé na estrada e fazer o caminho de volta sem rumo pelas estradas do país dando início as loucuras regadas a álcool, drogas e sexo.

Com incontáveis indas e vindas entre a estrada e Nova York, Sal e Dean trazem com eles muitos personagens que contam suas histórias e influenciam a trama à sua maneira, nos contaminando com a euforia daquela juventude que tudo o que mais queria era viver livre e e longe das preocupações cotidianas, mas ninguém é mais responsável pela forte dinâmica presente no livro que o próprio Dean Moriarty e sua alma perigosamente apaixonante.

Uma das grandes características de “On the Road” é a forma poética e fluida da escrita do autor, que apenas escreveu tudo de uma vez, fazendo com que o livro tivesse que ser mexido inúmeras vezes antes da publicação a fim de dar sentido a história, mas mantendo esse sentimento de liberdade que Jack tinha ao escrever.

Kerouac, foi o ícone de uma geração que se formava entre o fim da década de 1950 e o início da de 1960, que se tornou a primeira grande revolução comportamental e política vivida pelos jovens daquela época nos EUA e mais a frente inspirou o surgimento dos hippies. Mas além disso, ele trouxe com o estouro de seu livro visibilidade a essa geração e com certeza muito mais que apenas uma viagem sem rumo pelas estradas dos EUA. 



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