terça-feira, 3 de julho de 2018

Quatro Vidas De Um Cachorro




Eu tenho sempre muito medo de ler livros e ver filmes sobre animais quando eles falam de sentimentos, esse foi o motivo de eu nunca ter conseguido ler “Marley e Eu” e nunca mais ter visto “Sempre ao seu Lado” depois de ter quase desidratado todo o meu corpo de tanto chorar. Porém, quando eu peguei “Quatro vidas de um Cachorro” a principio não quis ler, corri de todas as formas, só que saber que era um livro diferente me fez pensar de novo, e acabei me rendendo aqueles olhinhos me encarando na capa do livro.

Afinal, quem resistiria não é?

O livro acompanha as vidas de Bailey, um cãozinho muito fofo, engraçado e que como qualquer animal, pensa que o mundo gira em torno do seu foucinho, mas ele não é apenas isso, Bailey é também um cachorro que quer mais que tudo descobrir o motivo de sua vida, de sua existência, assim como todos nós.

Logo no início do livro, nos primeiros capítulos acompanhamos ele em sua vida como um filhote vira-lata que acaba morrendo ainda muito novinho e sem entender realmente o que se passa na sua vida. Quando resnasce na pele de um Golden Retriever, ele se torna Bailey e conhece Ethan, um garotinho que é seu primeiro dono que se torna seu melhor amigo e companheiro nas aventuras pelas quais eles passam juntos, até que ele morre pela segunda vez deixando Ethan e voltando como Elli, uma cadela policial de resgate, ao lado de Jakob que agora é seu treinador e parceiro no trabalho de ajudar a salvar as vidas das pessoas. Porém, Elli tem mais a missão de ajudar um outra policial a passar por suas dificuldades antes de partir pela terceira vez e sua alma voltar na sua quarta reencarnação para viver mais uma vida e continuar a busca pelo propósito de todas as suas vidas passadas até ali, mas o que ele não sabia era que essa seria a última e talvez mais especial vida pra ele e para mais alguém que já havia sido tão importante em seu coração canino.

A escrita simples faz com que a leitura seja tranquila e envolvente, o que me fez não conseguir segurar o choro durante as mortes e muito menos o riso nos momentos engraçados da narrativa.

Mas não importa quantas vezes eu pense sobre esse livro, ele sempre vai ser um livro especial por tantos motivos. Apesar se ser narrado e guiado por uma alma canina, W. Bruce Cameron trouxe uma história que se encaixa na vida de todos, e pelos olhos, sentidos e sentimentos do cãozinho Bailey nós aprendemos muito e nos questionamos sobre nós mesmo e nossa própria vida na Terra, sobre nossos momentos e nossas escolhas. Nos tornamos parte do livro e com certeza ele se torna parte de nós. 



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