quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Clássicos de Quinta: O Pianista


"A partir do dia seguinte teria que começar uma vida nova. Como começar a viver tendo a morte atrás de mim? Que energia vital poderia tirar da morte?"

Já tive inúmeras experiências com clássicos que simplesmente foram uma oportunidade de conhecer um livro reconhecido, falado e só. Não me  trouxeram o prazer em ler, reler, parar em alguns momentos e pensar com mais profundidade em como tudo aconteceu.

Ler “O pianista” não é apenas ter conhecimento histórico sobre o ataque alemão em Varsóvia. É também conhecer um homem e toda sua família e amigos, ver a morte a cada minuto se aproximando, diversas explosões e assassinatos, além de toda tortura nazista.

Realmente temos a oportunidade de entrar em seu coração, seus pensamentos, alegrias e medos. Pude em vários momentos me surpreender por ter lágrimas nos olhos (coisa rara, pois sou um leitor bem frio com as histórias), sentir o pavor e ver a ironia da sorte no caso da senhora que foi acusada pelos vizinhos de ser uma espiã alemã, foi trancada em um porão e logo em seguida teve uma bomba atingindo seu apartamento, sua prisão acabou salvando-a do ataque alemão. Realmente me senti parte daquele povo, que iludido por toda política local, estavam confiantes ao entrar na guerra e em seguida viram a realidade.

"... Junto a uma das barricadas no levante, jazia um insepulto esqueleto, miúdo e de ossos finos...."

Todo o livro narra as memórias de Wladyslaw Szpilman no queto de Varsóvia. Pianista, polonês e judeu, Wladyslaw pôde sentir na própria pele todo sofrimento causado pela segunda guerra, tendo toda sua família exterminada, nosso autor apenas sobreviveu por que foi reconhecido por um policial alemão amante de música clássica (não mencionei mais cabe a mim informa-los que Wladyslaw tocava em um programa da rádio local).

"Dei me conta de que das minhas irmãs, a bela regina e  Halina nem seus restos sobraram"

Toda narrativa ganhou a oportunidade de ir às telinhas, recebendo 3 Oscars de melhor diretor, ator e roteiro, não poderei opinar sobre o filme por não ter assistido, mas sobre o livro digo, repito e grito todos necessitam conhecer.

Fica a dica, boa leitura!




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