quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Clássicos de Quinta: Bonequinha de Luxo





Eu não quero ter nada até saber que encontrei um lugar onde eu e as coisas nos completamos. Ainda não sei muito bem quando é que isso será. Mas sei como vai ser. - Sorriu, e deixou o gato ir para o chão. - Como o Tiffany's.

O clássico de hoje é mais um daqueles que nós conhecemos através do cinema, nos apaixonamos, e por uma reviravolta do destino descobrimos que vieram da literatura. Curiosos? Bom, quem de vocês conhece a diva Audrey Hepburn? E Holly Golightly? Provavelmente todo mundo já deve saber qual o livro de hoje, não é mesmo?

“Bonequinha de Luxo” é um daqueles fenômenos do cinema da década de 1960 que é amado até hoje – e pra sempre – porém acredito que como eu, muitos não sabiam que antes de ser um filme de sucesso, ele é uma novela escrita por Truman Capote e publicado em 1958. 

O livro conta a história de Holly, uma moça do sul dos EUA que está morando em Nova Iorque, e não tem a menor noção de onde é o seu lugar no mundo. Na verdade, o que ela tem em mente é conquistar o sucesso e a fama, – e costuma sonhar com isso enquanto toma café em frente a vitrine da Tiffany & Co. durante as manhãs. Ela tem sua história contada por um vizinho escritor que mora alguns apartamentos acima do dela, ele – o narrador – não diz o próprio nome, porém nós o conhecemos como “Fred”, que é como Holly o chama já que ele a faz lembrar do irmão que ela não vê a muito tempo.

A moça divertida, solta, e certamente ambiciosa, vive em meio a grandes festas, sempre celebrando e isso é o que a faz estar sempre rodeada por homens influentes e poderosos e apaixonados por ela, e no fim são eles que pagam as contas da moça.

Apesar de ter sido escrito no fim de 1950, a história narrada acontece realmente em 1943, o narrador conta o que aconteceu em um ano enquanto conviveu com Holly, porém o livro tem seu início anos depois desse convívio entre eles e segue até que os dois realmente se conheçam, trazendo então o passado para o presente da história.

Holly é o ponto central de cada minuto da leitura, e claramente também o amor platônico do narrador, mesmo que em nenhum momento ele deixe claro muitos traços de sua personalidade, acabamos nos encantando pela virtuosa, porém um tanto cruel, Holly Golightly do livro.

A edição brasileira vem acompanhada de mais três contos do autor: “Uma Casa de Flores”, “Um Violão de Diamantes” e “Memória de Natal” escritos em 1950, 1951 e 1956 respectivamente. 


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