terça-feira, 30 de outubro de 2018

A Incendiária





Esse Halloween pra mim já começou sendo especial. Foi o primeiro que nós comemoramos comigo na equipe, e tenho que admitir que eu quero fazer isso todos os anos agora! Sinceramente, foi muito... revelador, haha!

Apesar de eu ser a integrante medrosa da família, resolvi me aventurar na leitura de um autor que é, no mínimo, considerado um mestre quando o assunto é livros de terror, e provavelmente vocês já sabem quem ele é, não é? Stephen King é um daqueles mitos da literatura que nunca decepcionam, mas antes de começar a ler “A Incendiária” eu procurei por várias resenhas do livro, já que estava completamente insegura de me jogar em uma leitura como essa às cegas. No meio disso, me deparei com tantas opiniões opostas que não tive dúvidas de que eu precisava deixar o medo de lado, e meter a cara no livro.

Não deu outra, eu me apaixonei!

A história de “A Incendiária” acompanha a corrida de Andy e sua filha Charlie pela própria vida e liberdade. Quando jovem, Andy McGee que era apenas um universitário como muitos na cidade de Harrinson, e como muitos precisava de dinheiro, seguiu a dica de um amigo e resolveu participar de uma pesquisa coordenada pelo setor de psicologia da faculdade. O que ele não sabia era que essa pesquisa mudaria o seu corpo e a sua vida.

Durante tudo isso, Andy conheceu Vicky Tomlinson, outra das doze pessoas que participariam do experimento com o Lote 6, uma droga que estava sendo testada, não pelo departamento de psicologia mas por uma organização do governo chamada Oficina. Isso mesmo, todos foram enganados, e se inscreveram voluntariamente para uma “missão suicida” sem que tivessem a menor ideia disso.

Dos doze, apenas três sobreviveram com alguma possibilidade de ter uma vida normal – ou quase – já que como qualquer droga, o Lote 6 tem uma finalidade e uma delas é dar poderes psíquicos aos seus usuários. Andy e Vicky faziam parte desses três sobreviventes e com a ligação que construíram e o amor que nasceu durante aquele momento, eles acabaram se casando e tendo Charlene McGee, ou apenas Charlie. A menininha que acabou herdando dos pais não apenas os traços físicos ou a personalidade mas também o gene gerado a partir da mistura do Lote 6 no DNA de seus pais.

Charlie carrega dentro de si o Gene Z, que é uma evolução do que os pais dela carregavam em si. Isso deu a ela o poder da pirotecnia, transformando ela em uma incendiária.

Depois da morte de Vicky, Andy e Charlie são obrigados a transformar a sua vida em uma eterna busca pela sobrevivência, Charlie era valiosa para a Oficina e eles não poderiam deixar que uma possível arma como ela tivesse uma vida normal como todos os outros duzentos e vinte milhões de americanos.  

Minha opinião? Esse livro é incrível, Stephen King misturou Ficção Científica, terror e superação dentro de uma história cheia de voltas e reviravoltas. Não posso negar que achei o início do livro um pouco lento, mas compreendi que devido a quantidade de informações que precisavam ser expostas, tanto sobre a vida dos personagens quanto sobre o Lote 6, isso seria apenas um obstáculo a mais pra mim. Me incomodou? Sim, mas deixei passar. Depois disso o livro tem um ritmo de ação constante e certa angústia, que foi o principal sentimento que me acompanhou durante todo o livro. E o final? Sinceramente ainda não sei dizer se eu gostei ou não, achei rápido demais o que foi um contraste com a lentidão do início do livro, mas não consegui odiar ele por isso.

Acompanhar o crescimento da Charlie, que é apenas uma criança de 5 anos de idade, e ver ela se tornando enfim a incendiária, e o desespero de um pai tentando cuidar e proteger sua filha no meio de todo o terror que viviam, foi, pra ser honesta, maravilhoso e perturbador. 

No todo, o livro é extraordinário! Mesmo com os pequenos defeitos, afinal, não podemos esperar perfeição nem do mestre Stephen, não é meus amores? E se eu que tinha curiosidade sobre os livros do autor, digo que acabei apaixonada por ele, e um pouco mais corajosa também. 

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