quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Clássicos de Quinta #EspecialHalloween: Entrevista com o Vampiro






É com muita honra e muito prazer que eu declaro aberta a semana #EspecialHalloween do Um Livro, Por Favor? !! **aplausos**. Mas agora, para começar de verdade e sem brincadeiras, vamos ao papo sério! É impossível falarmos de Halloween sem a participação desta mulher – incrível – na nossa lista de autores. E é por isso que o clássico dessa semana é o “Entrevista com Vampiro”.
Como a maioria do mundo eu só tive contato com esse livro após assistir ao filme adaptado, estrelado pelos divos Tom Cruise e Brad Pitt (ainda bebês) mas não é dela que vamos falar, embora eu goste e muito do filme.

O livro é narrado por Louis de Pointe du Lac, um vampiro que concede a um jovem repórter uma entrevista, onde através dela ele conta sua história e seus mais de 200 anos de existência, quando ele ainda era apenas um jovem atormentado.  Não expliquei nada né? Segura aí que eu explico tudo.

Sua história começa quando o jovem Louis teve um irmão que morreu de forma precoce, e o problema da morte é que ninguém está preparado para lidar com ele, a perda de alguém é sempre dolorosa e com nosso garoto não foi diferente. Desesperado e muito atormentado, ele decide que sua vida não é mais útil e decide que a morte é seu destino, e é justamente atrás dela que ele vaga durante a noite pelas ruas de Nova Orleans, mas o que Louis não esperava é que nessa busca pela morte ele encontraria a eternidade, através de Lestat de Lioncourt um vampiro francês, que o transforma em uma criatura da noite e também em seu companheiro eterno.

Imaginem como Louis deve ter se sentido? Ele que tentava fugir do tormento da vida e acaba sendo preso a ela eternamente. Agora soma isso ao fato de que ele, em toda sua instrução, nunca se imaginou bebendo sangue humano e dormindo em caixões, e sem contar ter de aprender conviver e a viver ao lado de Lestat, que mesmo com sua voz mansa era o sarcasmo em pessoa e um assassino sem escrúpulo algum. 

E é justamente por essa falta de humanidade que Louis decide deixar Lestat e seguir um novo caminho, um caminho mais humano. Mas o que nosso garoto não imaginava era que o vampiro com medo de perd-lo acabaria arquitetando planos para prender o jovem vampiro a sua existência para sempre, e esses planos envolviam também uma linda garotinha de cinco anos.

Sabendo que a natureza humana de Louis era seu “fator predominante” e que por essa humanidade ele lutaria até o fim, Lestat transforma uma garotinha em vampira, dando-lhe o nome de Claudia e a transformando em filha dos dois.  E é justamente por ela que Louis não vai embora e decide cuidar da criança.

Parece que o plano funcionou, não é mesmo? Nem tanto.

Durante anos tudo ia bem, mas a garotinha não se considerava mais um bebê, por mais que a idade da sua transformação dissesse o contrário. Claudia já se considerava uma mulher madura e culpava a Lestat pelo seu aprisionamento em corpo infantil. Pegou que vai dar merda né? Uma garota amargurada e um homem atormentado ia dar em que? TRETA MALIGNA!!

Com muito sangue, mortes e sentimentos tortuosos Anne Rice nos deixa ensandecidos a cada virada de página. Muitos aspectos dessa leitura me deixam surtada, mas acho que a principal é ter uma visão diferente de uma criatura sobrenatural, é intenso e enlouquecedor estar na mente de Louis, ver suas inseguranças, dores e magoas que ele carrega por tantos anos.

Com personagens fortes e muito bem escritos, digo com o orgulho de uma fã que sou que Anne Rice trouxe humanidade e muita treta para um universo considerado apenas macabro que é o dos vampiros. Afinal, quem imaginaria que um vampiro sádico como Lestat teria de certa forma um coração? Mesmo que de uma forma muito mais muito torta. Ou quem imaginária que uma garotinha de cinco anos perderia sua mentalidade infantil e se alcançaria a maturidade? Isso foi fantástico de ler! Uma jovem mulher no corpo condenado e uma criança.

O ponto é Anne trouxe uma vida “nova” a esse universo que perdura até os dias de hoje, e olha que eu estou falando de um livro que foi publicado em 1976 – mano, minha mãe só tinha 5 anos – e é considerado por muitos um dos favoritos da temática.

Para os que não conhecem essa grande obra eu o indico para todos e já aviso que tem mais dois livros de crônicas que precisam ser lidos. Então estão esperando o que para colocarem essa obra na sua lista de leituras?



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