quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Clássicos de Quinta: Triste Fim de Policarpo Quaresma





"Tinha todos os climas,todos os frutos,todos os minerais e animais úteis, as melhores terras de cultura, a gente mais valente, mais hospitaleira,mais inteligente e mais doce do mundo."

Nesse período, onde temos duas ideologias buscando seu lugar na liderança política, lembrei me de Policarpo Quaresma e sua história. Lima barreto escreveu a obra logo no início da república no Brasil, e traz como personagem principal um homem apelidado como "Major" mesmo não tendo o título.

Policarpo causa estranheza em toda vizinhança por nunca ter tido uma formação, porém tem inúmeros livros e se dedica a eles diariamente. Inclusive, quando através deles, aprende a falar a língua dos Tupis acreditando ele ser nossa verdadeira língua e escrevendo para o ministro mostrando seu pensamento sobre o assunto. Depois de ser considerado louco por conta se seu pensamento, Policarpo é internado em um hospital psiquiátrico, onde recebe a visita apenas de sua afilhada Olga, seu compadre e Ricardo Coração dos Outros. Nessa primeira parte, nosso personagem busca também aprender com Ricardo, que é professor de música, a tocar violão para que através disso resgate nossa cultura musical.

Na segunda parte da história, após sair do hospital,  ele se muda para o sítio, conhecido como Sítio do Sossego, para aproveitar a terra fértil brasileira e se manter, pois ele acredita que essa terra é boa e dá de tudo. Mas é ai que ele conhece algumas pessoas e acaba se envolvendo com a política local e durante a Revolta da Armada, ele volta ao Rio de Janeiro.

Já na terceira e última parte, o Major tem seu triste fim, ele tenta através da revolução transformar o seu país, porém recebendo acusação de traidor da revolução, morre na prisão decepcionado ao ver que sua nação não é o que ele pensava.

Toda obra é escrita na terceira pessoa e seu narrador nos proporciona a oportunidade de pensarmos bastante conforme a história vai se desenvolvendo sobre questões que nos acompanham desde o início da república. Policarpo é um personagem de certa forma ingênuo em sua visão de patriotismo idealista, mas com ele podemos enxergar todas essas questões, e acredito também que independente de qualquer opinião, e assim como o protagonista, o que queremos é sempre o melhor para a nação.

Fica a dica e boa leitura!

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