segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A bruxa não vai para a fogueira nesse livro





“pronto para uma
verdade dura?

as mulheres
não precisam
da sua validação

nós
já temos
a nossa própria.
-  meu próprio valor não deveria parecer um ato de coragem. “

Aqui estou eu mais uma vez, pra falar de Amanda Lovelace e seus poemas modernos e incrivelmente maravilhosos, agora com o “A bruxa não vai para a fogueira nesse livro” , o segundo da série “as mulheres tem uma espécie de magia” que arrebatou o meu coração muito antes de eu ter tido a oportunidade de ler.
Durante tanto tempo mulheres que eram consideradas “fora do padrão” por não se encaixarem nos mandamentos da sociedade a que pertenciam, eram chamadas de bruxas, feiticeiras e condenadas a queimarem até a morte na fogueira, seja ela literal ou figurativa. E é a partir desse passado, e dos misticismos contidos nas histórias – além das coisas que enfrentamos diariamente  que a autora nos mostra como nós podemos ser mais fortes que aqueles nos condenam, unicamente por sermos mulheres e não estarmos dentro do molde que é aceitável.
Nesse segundo livro, Amanda trás pra gente a mesma proximidade e intimidade do livro anterior, junto com a dureza dos temas que lida em seus poemas.
Mais uma vez temos um livro dividido em quatro partes – “o julgamento”, “a queima”, “a tempestade de fogo” e “as cinzas” –  porém dessa vez ela não conta apenas parte de sua história como também se coloca como uma grande defensora do feminismo e do desenvolvimento do amor próprio dentro de cada uma de nós.
Ela toca em feridas que nunca vão se fechar, falando sobre coisas como abuso, machismo e a violência contra a mulher assim como também continuando a conversa sobre autoestima e empoderamento feminino que foi iniciada no livro anterior.
Esse livro e o primeiro são muito parecidos e completamente diferentes ao mesmo tempo. Enquanto um tem uma delicadeza enraizada nos momentos da vida da autora, esse segundo livro tem uma força pura capaz de levantar o ânimo e elevar o conceito que temos sobre nós mesmas, enquanto passamos por cada uma de suas fases e poemas. Ele é muito mais que uma copilação de poemas, é também uma coleção de aprendizado e autoconhecimento.  

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