quarta-feira, 14 de novembro de 2018

A Troca




Como uma boa disney-maniaca, só de saber do envolvimento dela em algum projeto eu costumo me interessar em saber mais sobre ele. Foi assim que eu conheci o livro da autora Megan Shull, “A Troca” que inspirou um dos filmes infanto-juvenis da emissora. O ponto é que eu fui lá, bem serelepe atrás de ler o livro, e mesmo que eu não tivesse uma grande expectativa sobre ele, encarei a leitura.

Ok, eu preciso avisar que esse não é um livro para nós adultos, e com certeza isso não é novidade pra ninguém. Porém, se você tá ai sem nada pra fazer, ou é um adolescente a procura de uma leitura para passar o tempo... Pode ser que te agrade. 


Ellie e Jack, são dois pré-adolescentes que estão começando a conhecer o que significa essa fase difícil. Todos sabemos que não é melhor fase da vida, insegurança, mudanças, é confusa e nossos protagonistas também sabem bem disso.

Ellie, que sofre bullying na escola, tem uma mãe  protetora, professora de Yoga e sempre com uma boa lição pra dar. Ela era também a melhor amiga de Sassy, que agora se acha grande de mais para ter a companhia da garota.

Do outro lado temos Jack, um garoto que acabou de perder a mãe e tem seu pai, e seus irmãos mais velhos sempre pegando no seu pé de alguma maneira. O pai de Jack, é o oposto da mãe de Ellie, e leva a rigidez com a qual cria o filho a sério, o que pra Jack não é uma coisa fácil.

Os dois se conhecem através de uma enfermeira – bruxa – que desaparece logo depois, e os dois, após desejarem ter a vida um do outro, trocam de corpo. O livro se desenvolve durante o tempo em que os adolescentes passam vivendo a vida um do outro e enfrentando as dificuldades que o outro passa, despertando aquela luzinha do “não julgar a vida de quem você não sabe pelo que passa diariamente”. Porém, nenhum deles parece ter muito problema com isso e foi ai que me surpreendi.

A trama é clichê, os personagens também, e não tem nada que já não vimos por ai. A história também não tem muito o que nos acrescentar, mas como eu disse fiquei surpresa, mas negativamente.

O mínimo que eu esperava era um livro que me ocupasse e me desse algum entretenimento que fosse, que talvez fosse divertido ou engraçado pra dizer a verdade. Mas esse é um livro que ficou completamente perdido no caminho. A escrita da Megan não tem nenhuma constância, horas parece que você está lendo uma história que pode te levar a algum lugar e de repente, parece que foi escrita unicamente para se tornar roteiro de filme infantil. Os personagens, apesar de eu saber que eram pré-adolescentes desde o começo, eram mais infantis em certas partes do livro ao mesmo tempo que não pareciam ter tantos problemas em estarem em corpos diferentes – mesmo sendo também de sexo diferentes – e em muitos momentos eu me perguntei se era a intenção da autora fazer parecer que eles podiam ser “iguais” apesar das diferenças.

No todo, eu vi poucas coisas boas no livro, como a forma que as relações foram construídas, achei muito boa a forma como a autora escreveu isso. E como eu disse, é um livro infanto-juvenil, bem clichê e com aquela boa e velha “moral da história” de que devemos dar valor as coisas que temos nas nossas vidas. 

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